Justiça nega prisão de ex-namorado de adolescente encontrada morta em SP
Polícia encontrou inconsistências no depoimento do jovem, cujo envolvimento no crime ainda não é claro
A Justiça de São Paulo negou o pedido feito pela Polícia Civil para prender Gustavo Vinícius, ex-namorado da adolescente Vitoria Regina Sousa, de 17 anos, encontrada morta na tarde da última quarta-feira 5, em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, há inconsistências no depoimento do ex-namorado e de outras testemunhas ouvidas durante a investigação. Ao todo, onze pessoas já foram interrogadas. A suspeita é de que ele não teria cometido o assassinato, mas teria alguma participação no desaparecimento e morte da adolescente.
O corpo de Vitoria Regina foi encontrado em uma área de matagal em Cajamar na quarta-feira, uma semana após seu desaparecimento. De acordo com as autoridades, ela estava com as mãos amarradas e o cabelo raspado, e o corpo, em estado avançado de decomposição, tinha sinais de esquartejamento. A adolescente foi reconhecida pela família a partir de tatuagens.
A jovem havia desaparecido na quarta-feira da semana passada, dia 26, enquanto voltava para casa do shopping onde trabalhava. As investigações revelaram que ela foi seguida por quatro homens dentro de um veículo até o ponto de ônibus — ela chegou a enviar mensagens a uma amiga relatando que estava com medo de dois homens que a assediaram no local e que um deles subiu no transporte junto com ela.
Imagens de câmeras de segurança mostram um veículo na rua onde Vitoria desceu do ônibus, mas não conseguiram identificar o destino da jovem. As buscas envolveram cerca de 100 agentes da Guarda Civil de Cajamar e apreenderam dois veículos, entre eles um Toyota Corolla de cor prata, sob suspeita de ter sido utilizado no crime. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso é investigado pela Polícia Civil de Cajamar e os laudos técnicos sobre o corpo da adolescente estão em elaboração pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Errata
A primeira versão deste texto, publicada às 8h43, dizia que Gustavo Vinícius era alvo de uma ordem de prisão temporária e estava foragido da Justiça. A informação passada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, porém, foi corrigida pelo delegado Aldo Galiano durante coletiva no final da tarde desta quinta-feira, 6, que informou que a Justiça havia negado o pedido de prisão.






