Gleisi cobra Hugo Motta sobre isenção de IR e conta de luz mais barata
Projetos do governo estão parados na mesa do presidente da Câmara, enquanto a PEC da Blindagem foi aprovada a toque de caixa pelos deputados
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que exerce o papel de articuladora política do governo, usou as redes sociais para cobrar celeridade do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na votação de duas propostas de interesse do governo federal: o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda e a Medida Provisória que permite o barateamento da conta de luz.
A crítica de Gleisi foi publicada na noite de terça-feira, 16, minutos depois que a Câmara aprovou a toque de caixa a chamada PEC da Blindagem (ou PEC das Prerrogativas, como prefere dizer Hugo Motta), que aumenta a proteção de parlamentares federais contra investigações na Justiça. “A chamada PEC das Prerrogativas interessa ao parlamento, que a aprovou. Por ser emenda à Constituição, a matéria não está sujeita ao veto presidencial. Ao governo interessa debater e votar a agenda do povo”, publicou Gleisi no X.
A chamada PEC das prerrogativas interessa ao parlamento, que a aprovou. Por ser emenda à Constituição, a matéria não está sujeita ao veto presidencial. Ao governo interessa debater e votar a agenda do povo, a começar pela isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais, a justiça…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) September 17, 2025
Siga
A medida provisória sobre o setor elétrico, que isenta mais de 60 milhões de pessoas da conta de luz, foi baixada pelo governo federal em maio, chegou à Mesa da Câmara dos Deputados em setembro e pode “caducar” (perder a validade) se não for aprovada nesta quarta-feira, 17. Já o projeto de lei que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até 5.000 reais por mês, relatado por Arthur Lira (PP-AL), tramita em regime de urgência desde agosto, mas não tem data para ser votado no plenário.
A PEC da Blindagem, por sua vez, ficou parada por mais de dois anos na gaveta da Câmara até ser resgatada por Motta em agosto. Passado menos de um mês de discussão, o texto foi pautado de súbito na tarde de ontem e aprovado pelos deputados, em tramitação relâmpago, em dois turnos.





