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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Fala de Lula sobre ‘mulher bonita’ no governo vira munição para a oposição

Presidente elogiou aparência de Gleisi Hoffmann para justificar escolha da ministra para articulação política

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2025, 09h28 •
  • Criticado até dentro do governo federal pelo excesso de improvisos nos discursos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou mais munição à oposição bolsonarista com a mais recente gafe — na última quarta-feira, 12, durante cerimônia de nomeação de Gleisi Hoffmann (PT) como ministra das Relações Institucionais, o petista afirmou que escolheu “essa mulher bonita” para melhorar a articulação entre o Planalto e os outros Poderes.

    O deslize foi alvo de críticas por mulheres na imprensa, que ressaltaram o tom machista do comentário, e não passou ao largo de políticos da direita, que aproveitaram a fala em nova ofensiva contra Lula nas redes sociais. O tom geral dos ataques aponta uma suposta hipocrisia do governo petista, que usa amplamente os posicionamentos conservadores para condenar o bolsonarismo.

    “Hoje vai faltar pano pras feministas”, publicou no X (ex-Twitter) o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acompanhado de uma manchete sobre a declaração. “Lula ataca sua própria ministra com uma fala misógina, dias após o Dia Internacional da Mulher”, disse a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

    “Parabéns para você que não ganhou um ministério por ter um rostinho bonito”, ironizou o deputado José Medeiros (PL-MT). Outras críticas vieram dos deputados Carlos Jordy (PL-RJ), que chamou a declaração de “misoginia do amor”, e Helio Lopes (PL-RJ), que questionou: “Será que a revolta das feministas agora vem?”.

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    Histórico de gafes gera apreensão no Planalto

    Desde que voltou à Presidência da República, em 2023, Lula vem recebendo críticas pelas constantes gafes em discursos, em sua maioria, feitos de improviso — o petista, notoriamente, prefere as falas espontâneas às ensaiadas. A sequência de deslizes do presidente é um dos agravantes na crise de comunicação do Planalto que levaram à troca do comando da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo, assumida no último 14 de janeiro pelo marqueteiro Sidônio Palmeira.

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    Dias antes da troca de chefia, Lula havia declarado que se considera um “amante da democracia”, não um “marido”, porque, segundo ele, muitos homens “são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres”. A fala ocorreu ao lado de sua própria esposa, a primeira-dama Janja da Silva.

    Em julho do ano passado, o presidente vacilou ao repercutir uma pesquisa que apontava um aumento da violência contra mulheres após jogos de futebol no Brasil. “Se o cara é corinthiano, tudo bem. Mas eu não fico nervoso quando perco, eu lamento profundamente”, comentou durante reunião ministerial no Planalto.

    Outra declaração que gerou revolta ocorreu em fevereiro do mesmo ano, quando o petista foi além dos comentários misóginos e chegou a transparecer racismo ao associar pessoas negras a “batuque”. Ao lado de uma jovem negra, em evento na fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), Lula afirmou: “uma afrodescendente assim gosta de um batuque de um tambor”.

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