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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Encontros com índios e ‘caciques’ e as duas flechadas de Lula em Brasília

Ex-presidente chega à capital nesta segunda-feira, 11, e deve ficar lá por três dias

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 abr 2022, 13h25 | Atualizado em 11 abr 2022, 15h41

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a Brasília nesta segunda-feira, 11, para uma viagem de três dias e duas flechadas: uma contra a terceira via e outra contra os deputados aliados do governo, entre eles Arthur Lira (PP-AL) e a turma do Centrão.

Primeiro virá o encontro com os “caciques” do MDB, em jantar na noite desta segunda-feira, na casa do senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que deve reunir também outros líderes do partido, como o senador Renan Calheiros (AL) e o ex-presidente José Sarney.

No cardápio, o enterro da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que tenta se viabilizar, com o apoio de uma ala do partido, como candidata da terceira via entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista a VEJA na edição desta semana, Renan deixou claro o que pensa a parte do MDB na qual se insere. “Para fazer o enfrentamento do Bolsonaro tem que ser com a candidatura do Lula. Não tem nada em segredo. Temos 14 diretórios cujas lideranças preferirão Lula, lideranças que têm projeto de poder estadual, têm governo, têm prefeituras de capitais e têm uma grande quantidade de prefeituras nos municípios”, disse. “Lula virá a Brasília e vamos conversar sobre circunstâncias estaduais, como ficarão os apoiadores do Lula no MDB e como encaminharemos nossa posição na convenção partidária”, completou.

Já na terça-feira, vem a segunda flechada de Lula, agora em encontro com caciques de verdade. Ele deve visitar o Acampamento Terra Livre, uma grande mobilização organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, que ocupa uma área em Brasília desde o último dia 4. O objetivo é evitar a aprovação do Projeto de Lei 191/2020, que regulariza a mineração em terras indígenas e tem o apoio dos deputados governistas.

Ao ficar ao lado dos indígenas, Lula – que já manifestou publicamente oposição à iniciativa no Congresso – abraça uma significativa pauta da esquerda e acena tanto a movimentos sociais aliados quanto a uma parcela importante de apoiadores influentes, como o cantor Caetano Veloso, que liderou um ato contra o projeto na capital federal no dia 9 de março. Também estavam na manifestação artistas como Letícia Sabatella, Lázaro Ramos, Bruno Gagliasso, Bela Gil, Nando Reis e Seu Jorge, entre outros.

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