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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Decisões do STF inflamam discurso bolsonarista às vésperas de ato no Rio

Apoiadores de Jair Bolsonaro criticam o que consideram rapidez excessiva na tramitação de denúncia da PGR por tentativa de golpe de Estado

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 mar 2025, 11h28 • Atualizado em 14 mar 2025, 13h13
  • A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o julgamento de Jair Bolsonaro, dias antes de uma manifestação de apoio ao ex-presidente que espera reunir 1 milhão de pessoas no Rio de Janeiro, já está sendo amplamente utilizada pela oposição para fortalecer a narrativa bolsonarista de perseguição da Justiça contra o capitão. O ato está programado para começar às 10h do próximo domingo 16, na orla da Praia de Copacabana.

    Na última quinta-feira 13, o ministro Alexandre de Moraes liberou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Bolsonaro e outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado. Poucas horas depois, o presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, marcou o julgamento para o dia 25 de março.

    Os novos desdobramentos devem ser tema central da manifestação de domingo, que é organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia e deve ter a presença dos governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, além de familiares e aliados de Jair Bolsonaro. Defensores do ex-presidente veem o curto período de tramitação como “pressa” da Justiça para julgar o capitão e acusam STF e PGR de desrespeitar os ritos legais na condução do processo.

    “Mais rápido que Lewis Hamilton. Coincidências na democracia nicaraguense”, escreveu o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho Zero Dois do ex-presidente, ao comentar a liberação do processo por Moraes poucas horas após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter rebatido todas as alegações da defesa e ter defendido a continuidade da tramitação da ação.

    A defesa do ex-presidente também criticou o andamento do processo. “É preocupante que o órgão fiscal da lei dê sua chancela às insólitas e gravíssimas falhas processuais que contaminaram os quase dois anos de investigação e hoje se estendem à ação penal”, publicou no X (ex-Twitter) o advogado de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, após a decisão de Gonet.

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    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho Zero Três de Jair Bolsonaro, que vem atuando na articulação do bolsonarismo com a extrema direita internacional, voltou a classificar o processo como lawfare (perseguição jurídica) e chamou Moraes de “juiz autoritário e enviesado” e Gonet de “procurador-geral submisso”. “Com cada nova decisão, a censura e o desrespeito se tornam mais visíveis no Brasil e no exterior”, publicou em inglês o parlamentar, que está nos Estados Unidos.

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    Anistia a presos pelo 8 de Janeiro está na pauta

    Outro assunto central na agenda dos protestos é a proposta de anistia aos presos por participação nos atentados de 8 de janeiro de 2023, quando eleitores insatisfeitos com a vitória de Lula invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília. O projeto de lei no Congresso envolve uma ampla articulação entre parlamentares ligados ao bolsonarismo e ao centrão.

    A defesa da anistia tem como cerne uma narrativa de que o STF estaria mantendo presas, injustamente, pessoas idosas e mães de famílias de origem humilde. Ao todo, quase 1.700 pessoas foram denunciadas por participar da quebradeira, e ao menos 480 foram sentenciadas à prisão. Até o momento, 155 réus estão detidos, sendo 70 de forma definitiva, 78 de maneira provisória e sete em confinamento domiciliar.

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