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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Crime da 113 Sul: a reviravolta no triplo assassinato que chocou Brasília

Por que o STJ anulou a condenação da principal acusada no processo e toda a fase de produção de provas da primeira instância judicial

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 set 2025, 12h45 •
  • O caso da arquiteta brasiliense Adriana Villela teve uma importante reviravolta na Justiça e deve voltar praticamente à estaca zero daqui para a frente. Condenada a 61 anos e três meses de prisão por ser a suposta mandante do assassinato dos pais e da empregada doméstica em 2009, Adriana teve sua pena anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante julgamento nesta terça-feira, 2.

    Adriana é filha do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e de Maria Carvalho Villela. Os dois foram mortos a facadas dentro de casa em setembro de 2009, junto com uma funcionária da casa, Francisca Nascimento da Silva. O caso ficou conhecido como “Crime da 113 Sul“, por conta do endereço onde a família vivia, uma área nobre de Brasília.  Os executores, Leonardo Campos Alves, Paulo Cardoso Santana e Francisco Mairlon Barros Aguiar, foram condenados a penas de mais de meio século de prisão. Eles apontaram que Adriana foi a mandante do crime.

    Casal Villela
    O casal Maria Carvalho Villela e José Guilherme Villela, em imagem de arquivo pessoal (TSE/Divulgação)

    A demora da defesa da arquiteta em acessar o depoimento deles foi o motivo pelo qual os ministros do STJ anularam a condenação. O entendimento que prevaleceu na Sexta Turma do tribunal foi o de que, como esses depoimentos chegaram aos advogados de Adriana no sétimo dia de júri, houve cerceamento de defesa. Um dos defensores da arquiteta é o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, um dos mais experientes criminalistas do país.

    Apesar da vitória, o placar foi apertado para Adriana e ficou em 3 a 2. O ministro relator, Rogerio Schietti Cruz, deu provimento ao recurso do Ministério Público e votou para que ela começasse a cumprir pena imediatamente — porém, ele foi voto vencido. A divergência, que prevaleceu no final, foi levantada pelo ministro Sebastião Reis Junior, que argumentou que os depoimentos dos executores, que acusaram Adriana, foram colhidos em 2010, mas disponibilizados à defesa apenas em setembro de 2019, dez anos depois do crime.

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    A acusação apontou Adriana como mentora e mandante do assassinato dos pais, juntando ao processo provas de que eles teriam uma relação conturbada, principalmente por motivos financeiros. A arquiteta sempre alegou ser inocente. A decisão do STJ faz com que o caso, apenas em relação a ela (o dos executores permanece como está), volte para a fase de instrução. O juiz de primeira instância pode aproveitar algumas provas que foram produzidas.

    Segundo os laudos feitos à época, José Guilherme Villela, então com 73 anos, foi morto com 38 facadas, enquanto Maria Carvalho Mendes Villela, 69 anos, recebeu doze facadas. A empregada doméstica Francisca Nascimento da Silva, 58 anos, foi assassinada com 23 golpes de faca. O triplo homicídio virou tema do documentário “Crime da 113 Sul”, produzido pela Globoplay.

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