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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Após prisão, Gilson Machado alega inocência: “Justiça divina não tarda”

Ex-ministro do Turismo de Bolsonaro foi preso nesta sexta-feira, 13, por suposta tentativa de ajudar Mauro Cid a fugir do Brasil

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jun 2025, 15h10 • Atualizado em 13 jun 2025, 15h31
  • O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL-PE), afirmou ser inocente após ser preso nesta sexta-feira, 13, por suspeita de tentar facilitar um passaporte português para o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cesar Cid, para que ele fugisse do Brasil.

    “Venho a público reafirmar minha total inocência. Não cometi crime algum. Não matei, não roubei, não trafiquei drogas. O que fiz foi apenas pedir informações sobre a renovação do passaporte do meu pai, um senhor de 85 anos. É só verificarem as ligações que fiz para o consulado e os áudios que enviei aos funcionários. Eu nunca estive presente em nenhum consulado ou embaixada — nem de Portugal, nem de qualquer outro país — seja no Brasil ou no exterior. Tudo o que fiz foi um gesto de cuidado com meu pai, nada além disso. A justiça divina tarda, mas não falha”, disse Machado em conversa com jornalistas ao chegar no Instinto Médico Legal (IML) do Recife, antes de fazer exame de corpo de delito, como é comum quando alguém é detido.

    O ex-ministro foi preso em Recife nesta sexta por suspeita de obstrução da Justiça, no âmbito de uma operação da Polícia Federal que verifica se ele tentou facilitar um passaporte para o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid — que é delator no julgamento da trama golpista.

    A suposta ação de Machado teria ocorrido junto ao consulado de Portugal em Pernambuco no dia 12, segundo a PF. O objetivo dele seria “viabilizar a Cid a saída do território nacional”.

    Segundo um parecer da PGR, há “elementos sugestivos” de que Machado atuou para atrapalhar o andamento da ação penal da trama golpista que ocorreu nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode configurar obstrução de investigação. “A Polícia Federal apresenta elementos sugestivos de que o senhor Gilson Machado Guimarães Neto, que exerceu o cargo de Ministro de Estado do Turismo durante a gestão do então presidente da República Jair Messias Bolsonaro, esteja atuando para obstruir a instrução da Ação Penal n. 2.688/DF e das demais investigações que seguem em curso”, disse a PGR.

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    A investigação só foi iniciada após Machado não conseguir o documento no consulado e sob o risco dele tentar novamente em outro espaço diplomáticos.

    Em nota divulgada na última terça-feira, 10, Machado negou que tenha tentado expedir um passaporte português para Cid e disse que seu contato com o consulado português teria tido uma motivação familiar. “Eu, Gilson Machado Guimarães Neto, tomando conhecimento das publicações desta tarde, nego veementemente ter ido a qualquer consulado, inclusive o português no Recife-PE. (…) Reitero, nessa oportunidade, que apenas mantive contato telefônico em maio último, com consulado português, tão somente solicitando uma agenda para meu pai, Carlos Eduardo Machado Guimarães, renovar o passaporte, o qual foi feito após dita solicitação”, diz o texto enviado pelo ex-ministro do Turismo.

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