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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

ACM Neto não quer seu nome ligado ao de Ciro Gomes em pesquisas

Ex-prefeito consegue decisão judicial para barrar levantamento eleitoral

Por Da Redação Atualizado em 23 mar 2022, 11h23 - Publicado em 23 mar 2022, 11h20

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) não quer que os institutos de pesquisa façam consultas ao eleitorado associando o seu nome ao do ex-governador Ciro Gomes, presidenciável do PDT – e conseguiu no Tribunal Regional Eleitoral uma liminar para que o levantamento feito pelo Instituto Opnus fosse suspenso em razão disso.

Na Bahia, mais de um instituto tem medido a preferência do eleitorado apresentando os supostos padrinhos nacionais de cada candidato ao governo. Jerônimo Rodrigues (PT) é associado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por exemplo, enquanto o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos) é ligado ao presidente Jair Bolsonaro.

ACM Neto vem sendo ligado a Ciro, mas na ação ele alega que essa vinculação não existe. Os advogados do União Brasil afirmam que a pesquisa tem “o objetivo de induzir o eleitor ao assentar, no cenário 2, com base em sofisma, a tentativa de vinculação de ACM Neto a Ciro Gomes, quando, ao bem da verdade, nunca houve declaração formal de apoio do primeiro e deste grêmio político ao segundo”.

A razão é simples: o candidato do PT consegue melhorar bastante o seu desempenho quando seu nome é associado a Lula, que é bastante popular no estado, o que não ocorre com Ciro. “A imprensa baiana (…) optou por explorar a suposta diferença entre as postulações estaduais do PT e do União Brasil quando vinculadas a presidenciáveis, tendo sido induzida a erro diante de fato sabidamente inverídico que fora difundido pelo instituto processado, que se pautou na inexistente vinculação entre Ciro Gomes e ACM Neto”, diz a ação.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 23, por exemplo, ilustra a situação. O petista Rodrigues salta de 4% das intenções de voto para 37% quando seu nome é apresentado “com o apoio de Lula”. ACM Neto, mostrado como independente, cai de 66% para 43%. Já Roma passa de 5% para 9% quando é associado a Bolsonaro.

A estratégia de ACM Neto será conduzir a sua campanha focada nas questões estaduais, tentando-se desvincular da disputa nacional. No evento em que recebeu o apoio do vice-governador João Leão (PP), ele deixou isso bem claro. “Eu não sou adversário de Lula. Lula é candidato à Presidência, eu sou candidato ao governo do estado”, afirmou.

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