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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A terceira queda de Palocci

A Polícia Federal prendeu nesta manhã, na 35ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci. Homem forte do PT, Palocci esteve à frente do Ministério da Fazenda, no primeiro governo Lula, e da Casa Civil, no primeiro governo Dilma – mas deixou os dois postos sob acusações de corrupção. Leia mais: PF abre […]

Por Nicole Fusco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 set 2016, 09h58 | Atualizado em 30 jul 2020, 21h45
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A Justiça acatou pedido da Polícia Federal e autorizou a prisão temporária do ex-ministro Antonio Palocci (Dorivan Marinho/Fotoarena/VEJA)

A Polícia Federal prendeu nesta manhã, na 35ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci. Homem forte do PT, Palocci esteve à frente do Ministério da Fazenda, no primeiro governo Lula, e da Casa Civil, no primeiro governo Dilma – mas deixou os dois postos sob acusações de corrupção.

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Palocci pediu R$ 15 milhões de propina por Belo Monte, diz ex-presidente da Andrade

Em 2005, já ministro da Fazenda, Palocci foi acusado por seu ex-assessor Rogério Buratti de ter recebido propina no valor de 50.000 reais em seus tempos de prefeito de Ribeirão Preto, cidade do interior de São Paulo que administrou em duas ocasiões, entre 1993 e 1996 e entre 2001 e 2002. Na época, Palocci negou que mantivesse qualquer proximidade com antigos assessores de seus tempos de prefeito, mas foi desmentido pelo motorista Francisco das Chagas Costa, que disse à CPI do Bingo ter levado Palocci até a mansão em Brasília alugada pela turma de Ribeirão, onde funcionava uma rede de prostituição de luxo, frequentada por lobistas interessados em negócios com o governo; e foi desmentido também pelo caseiro Francenildo dos Santos Costa, que afirmou ter visto Palocci “umas 10, 20 vezes” no local em que se misturavam empresários, lobistas e garotas de programa.

Depois da queda, em 2006, Palocci foi citado em diversas denúncias à Justiça e foi absolvido de todas. Em 2011, foi reconduzido ao primeiro escalão por Dilma, como ministro da Casa Civil. Em menos de seis meses, porém, ele teve de deixar novamente o governo por causa de outro escândalo, desta vez envolvendo a fortuna que ganhou como consultor entre 2006 e 2010. É que depois de cair do Ministério da Fazenda, Palocci retomou seu mandato de deputado federal (PT-SP) e abriu uma empresa de consultoria, a Projeto, cujo patrimônio declarado naquele ano à Justiça Eleitoral foi de 356.000 reais. Uma série de revelações, no entanto, colocaram o valor em cheque. O posto na Casa Civil foi, então, entregue à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

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