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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A Igreja Universal já achou que era aceitável ser cristão e de esquerda

Instituição evangélica afirma agora que as duas coisas são incompatíveis

Por Da Redação 24 jan 2022, 17h06

A Igreja Universal do Reino de Deus, uma das maiores denominações evangélicas do país, soltou uma nota na qual afirma que é incompatível ser cristão e votar com a esquerda nas eleições de outubro deste ano. “Se você se diz cristão e ainda vota na esquerda, há apenas duas possibilidades: ou você não segue realmente os ensinamentos do cristianismo ou os segue e ainda não entendeu o que a esquerda é verdadeiramente”, diz a nota, que é atribuída ao bispo Renato Cardoso.

Mas não foi sempre assim. A amnésia eleitoral da Universal apagou, por exemplo, os apoios de seu líder maior, o bispo Edir Macedo, aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Roussef. O sobrinho do bispo, o ex-senador Marcelo Crivella, foi ministro da Pesca e da Aquicultura de Dilma entre março de 2012 e março de 2014. Houve até bispo da igreja envolvido no mensalão, como o então deputado Carlos Rodrigues, à época o principal porta-voz político da instituição — ele renunciou ao mandato em 2005 e também deixou a Universal.

Crivella Dilma
Crivella Dilma Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Há quem diga que Lula não se esqueceu dos velhos aliados e que ainda sonha em recuperar o apoio da Universal. Uma brecha para isso até há: os pastores da igreja estão descontentes com a forma como o presidente Jair Bolsonaro lidou com a crise em Angola – onde ela perdeu os seus templos para religiosos locais – e com a falta de empenho para colocar Crivella como embaixador na África do Sul (o governo chegou a indicar, mas, diante da resistência sul-africana, desistiu).

 

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