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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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A ex-loira do Tchan que virou policial e aposta eleitoral do bolsonarismo

Silmara Miranda investe nas redes sociais em publicações com apoio ao presidente e pautas conservadoras, como a defesa de armas e a crítica ao aborto

Por Da Redação
Atualizado em 27 jun 2022, 14h25 - Publicado em 27 jun 2022, 13h57

A policial rodoviária federal Silmara Miranda, ex-loira do grupo de axé É o Tchan entre 2003 e 2007, parece ser a nova aposta do bolsonarismo para as eleições deste ano. Apoiadora fiel do presidente Jair Bolsonaro (PL), a agente é pré-candidata a deputada federal pelo Distrito Federal, filiada ao Republicanos, mesmo partido da ex-ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

Nas redes sociais, Silmara publica vídeos ao lado de Damares prometendo “fortalecer a base do presidente no Congresso Nacional”. A ex-ministra é pré-candidata ao Senado pelo DF. A policial também investe em fotos ao lado de Bolsonaro e a primeira-dama Michelle, imagens ostentando armas e a difusão de pautas que mobilizam o eleitor bolsonarista, como a crítica ao aborto.

Em uma publicação recente, Silmara classificou como “assassinato” o caso da menina de 11 anos que passou pelo procedimento do aborto legal após ter sido vítima de estupro em Santa Catarina. Em outro post, a pré-candidata aparece em um clube de tiro usando a camiseta com a frase “não é sobre armas, é sobre liberdade”. As hashtags #direitaconservadora, #mulheresdedireita e #Bolsonaro2022 aparecem em quase todas as postagens.

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Silmara ficou conhecida quando substituiu Sheila Mello em 2003. Ela deixou o grupo em 2007, cursou a faculdae de jornalismo, trabalhou por um tempo na área, mas depois decidiu que queria entrar para a polícia. No auge de sua carreira, posou para revistas masculinas como a Sexy. Agora busca o eleitor conservador.

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No começo do ano, a policial foi alvo de críticas por sua ascensão meteórica na PRF. Ela assumiu um cargo de chefia na corporação apenas um ano depois de ingressar no setor público, o que incomodou os colegas, segundo reportagens publicadas na época. A policial repudiou as acusações. “A ausência da verdade teve o objetivo de macular a minha imagem e anular todo o esforço que fiz para chegar até onde cheguei”, escreveu.

Silmara prestou concurso no Amazonas, mas atua em Brasília. Logo após ser aprovada, em novembro de 2020, agradeceu o presidente nas redes sociais. “Sem palavras para agradecer àquele que fez desse sonho uma realidade (A história é linda! Um dia posso contar para vocês!). Gratidão eterna sr. Jair Messias Bolsonaro.” 

Silmara Miranda, no tempo em que era bailarina do grupo de axé É o Tchan
Silmara Miranda, no tempo em que era bailarina do grupo de axé É o Tchan (Divulgação/Divulgação)

 

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