Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês
Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A doce vingança dos adversários de Sergio Moro

Gleisi Hoffmann, Eduardo Cunha e Renan Calheiros comemoraram derrota do ex-juiz no TRE-SP

Por Da Redação Atualizado em 8 jun 2022, 12h25 - Publicado em 8 jun 2022, 11h48

Adversários de Sergio Moro (União Brasil) comemoraram a decisão que negou a transferência do domicílio eleitoral do ex-juiz da Operação Lava Jato para São Paulo. Na terça-feira, 7, O Tribunal Regional Eleitoral acolheu um recurso do PT e barrou a mudança. 7. Ainda cabe recurso, mas, por enquanto, Moro fica proibido de disputar a cadeira no Senado por São Paulo, como tinha anunciado — seu nome também era cotado para uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado.

Condenado pelo então juiz por lavagem de dinheiro e corrupção passiva em 2016, o ex-deputado Eduardo Cunha (agora no PTB) afirmou que o adversário, a quem chamou de “fake”, não fraudava apenas a competência dos processos. “Ele frauda até o domicílio. Se formos investigar a fundo, vamos acabar descobrindo que ele nem deve se chamar Sergio Moro”, ironizou.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que foi alvo da Lava Jato, também comentou a decisão do TRE-SP. “Moro pego na fraude do domicílio eleitoral. Não era nem para ser candidato. Aliás, fraude é sua especialidade!”, escreveu nas redes sociais. 

Continua após a publicidade

Também alvo da Lava Jato, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que o ex-juiz foi pego “com a boca na botija” de novo. “Sergio Moro é flagrado em nova delinquência. Depois de corromper a toga e tramar uma tocaia jurídica para eliminar Lula em 2018, ser declarado parcial e incompetente, quis fraudar o domicílio eleitoral em SP”, escreveu.

Outros políticos também foram às redes sociais para comentar a decisão. “Que Moro é uma fraude, isso todos já sabíamos”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS). “O juiz ladrão não poderá ser candidato pelo estado. Aqui se faz, aqui se paga”, afirmou Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato a deputado federal por São Paulo. 

O resultado da ação no TRE-SP impõe mais uma derrota ao ex-juiz, considerado parcial pelo Supremo Tribunal Federal em 2021. Após deixar o Podemos e se filiar ao União Brasil, Moro teve que abrir mão de sua candidatura à Presidência da República. Além disso, virou réu em uma ação de deputados do PT, que pedem sua condenação por prejuízos causados pela Lava Jato.

O ex-ministro da Justiça, porém, indicou que não vai desistir de disputar as eleições. “Recebi surpreso a decisão do TRE de São Paulo na ação proposta pelo PT. Nas ruas, sinto o apoio de gente que, como eu, orgulha-se do resultado da Lava Jato e não desistiu de lutar pelo Brasil. Anunciarei em breve meus próximos passos”, postou. 

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)