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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A disputa velada entre Lula e Tarcísio sobre a ofensiva que mirou o PCC

Governador de SP exaltou forças de inteligência do estado, enquanto petista comemorou 'articulação integrada' viabilizada pelo Ministério da Justiça

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2025, 16h21 • Atualizado em 28 ago 2025, 18h43
  • Cada vez mais virtuais adversários na corrida presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), travam uma espécie de disputa pela “paternidade” da megaoperação deflagrada nesta quinta-feira, 28. A ação mirou a estrutura financeira de lavagem de dinheiro coordenada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

    A força-tarefa foi executada de forma conjunta pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Ministério Público Federal e polícias Federal, Civil e Militar. Classificada pelo Ministério da Justiça como uma das “maiores da história do país”, a operação cumpriu mandados em dez estados contra uma extensa rede usada pelo PCC para lavagem de dinheiro.

    Mais cedo, Tarcísio foi às redes para parabenizar o trabalho de inteligência do Gaeco — o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado — e das polícias de São Paulo que, segundo ele, se “expandiu para todo o Brasil”.

    Poucas horas depois, Lula também recorreu às redes para creditar ao “Estado brasileiro” o sucesso da operação coordenada. O presidente exaltou a interlocução e o “trabalho integrado” entre os estados — o qual só foi possível, afirmou, com a criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado pelo Ministério da Justiça.

    “A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui. Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, foram deflagradas três operações simultâneas nos setores financeiro e de combustíveis, envolvendo 10 estados”, publicou Lula nos perfis oficiais.

    “O trabalho integrado — iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado — permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas. Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal. Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, finalizou o presidente.

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    Em entrevista coletiva no final desta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a megaoperação da PF contra a estrutura financeira do PCC conseguiu atingir o “andar de cima” da organização criminosa — o que, segundo ele, não acontece quando se prende membros menos relevantes da facção, mas o dinheiro continua “à disposição do crime”.

    A megaoperação desta quinta-feira, 28, é composta por três operações: Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), e Quasar e Tank, da Polícia Federal.

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    Aliados ‘candidatos’

    Aliados de Lula e de Tarcísio que pleiteiam a disputa eleitoral de 2026 também se manifestaram sobre a força-tarefa, reivindicando para suas respectivas gestões o sucesso da operação.

    Foi o caso do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais de Lula, Gleisi Hoffmann. Ambos são cotadas para disputar uma vaga pelo Senado por São Paulo e pelo Paraná, respectivamente.

    Derrite exaltou a atuação do Gaeco em conjunto com o MP-SP e afirmou que a lavagem de dinheiro do crime organizado utilizando postos de combustíveis existe há anos, mas que ninguém tinha “coragem para enfrentar o problema”.

    “Graças ao trabalho sério, competente, inteligente e integrado do Ministério Público, a quem eu rendo as minhas homenagens, às forças de segurança de São Paulo, lideradas pelo nosso governador Tarcísio de Freitas, que colocou a pauta do combate ao crime organizado como prioritária desde o início da gestão”, prosseguiu.

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    Derrite classificou, ainda, o Ministério Público do estado como o “grande cérebro” da operação, tendo iniciado o trabalho há oito meses, identificando CNPJs que faziam a lavagem de dinheiro.

    Assim como Lula, Gleisi Hoffmann foi às redes para exaltar o “trabalho conjunto das forças de segurança” e para lembrar da PEC da Segurança Pública apresentada pelo Planalto e que, segundo ela, será uma das prioridades no Legislativo. “A grande operação desta quinta-feira contra o crime organizado no setor financeiro e de combustíveis comprova a importância do trabalho conjunto das forças de segurança”, disse a petista.

    “A partir de investigações do Ministério Público, os Ministérios da Justiça e da Fazenda, a Polícia Federal e a Receita atuaram de forma coordenada com um resultado muito importante para o país. É isso o que propõe a PEC da Segurança Pública enviada ao Congresso pelo governo do presidente Lula, uma das prioridades da nossa agenda legislativa”, prosseguiu Gleisi.

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