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A difícil tática do equilibrismo político de ACM Neto na Bahia

Líder nas pesquisas de intenção de voto ao governo do estado, ex-prefeito quer 'desnacionalizar' debate em 2022

Por João Pedroso de Campos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 14 fev 2022, 09h18 - Publicado em 13 fev 2022, 12h36

Com a intensa polarização que se projeta na disputa presidencial entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não faltam políticos que apostem na reprodução do embate nacional em escala estadual, sobretudo nos maiores colégios eleitorais do país. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é um deles. Em busca de um nome competitivo na disputa na Bahia, estado com o quarto maior número de eleitores do país, 10,2 milhões, o filho Zero Um de Bolsonaro, coordenador de sua campanha, não esconde que deseja uma composição com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, líder nas pesquisas baianas e um dos caciques do União Brasil, sigla nascida da fusão de DEM e PSL, com a qual Flávio pretende forjar uma aliança.

O senador aposta que Neto, até agora distante do capitão, pode se dar mal se ficar “em cima do muro” e afirma que a candidatura do ministro da Cidadania, João Roma, ao governo da Bahia pelo Republicanos está em “stand-by” à espera de uma definição de Neto. Roma nasceu para a política como pupilo do ex-prefeito, com quem rompeu para assumir o cargo no governo Bolsonaro.

ACM Neto, no entanto, baseia seus cálculos políticos na premissa de que quanto mais distante da disputa presidencial ele se colocar, melhor para sua tentativa de devolver o poder ao carlismo após dezesseis anos. A ideia é “desnacionalizar” ao máximo o debate baiano. Em outras palavras, será colocada em prática a difícil arte do equilibrismo político. Neto deve ter como principal adversário na disputa o ex-governador e senador Jaques Wagner, do PT, cujo nome cresce nos levantamentos quando associado ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, favorito na corrida presidencial. Foi justamente Wagner quem destronou o DEM na Bahia, na eleição de 2006, com apoio do reeleito Lula.

Avaliando que qualquer outro presidenciável, sobretudo Jair Bolsonaro, mais tira do que lhe dá votos entre os baianos, Neto e seus aliados no DEM dentro do União Brasil, produto da fusão da sigla com o PSL, defendem que o partido libere suas chapas nos estados para se ajustarem no plano nacional como bem entenderem. O plano, que embute a prioridade a eleger numerosas bancadas à Câmara dos Deputados, atenderia também e outros caciques do DEM, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, candidato à reeleição em um estado de forte presença bolsonarista.

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