OFERTA 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!
Imagem Blog

José Casado

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Informação e análise

STF e TSE preparam punição à rede de crimes contra a democracia

Lei assinada por Jair Bolsonaro, ano passado, prevê penas de três meses a oito anos de prisão, além de multa, para crimes contra instituições democráticas  

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 nov 2022, 09h00 | Atualizado em 15 nov 2022, 09h27
STF e TSE preparam punição à rede de crimes contra a democracia Priorize VEJA no Google

Em demonstração pública de inédita coesão, a cúpula do Judiciário avisou ontem que vai avançar na autodefesa institucional e do regime democrático.

O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral devem passar, rapidamente, à etapa de processos contra políticos, empresários e ativistas identificados como protagonistas de delitos contra a ordem constitucional, as instituições e o processo eleitoral.

Prevê-se uma sequência de casos penais, em diferentes instâncias judiciais, para punição de crimes de incitação e associação criminosa com objetivo de promover um golpe de estado e abolir o regime democrático, inclusive por violência.

Há pelo três anos o Supremo Tribunal Federal conduz múltiplas investigações sobre uma “organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político”. Ações específicas de investigação tramitam, em paralelo, no TSE.

Estão envolvidos cerca de três dezenas de parlamentares federais, empresários e ativistas, além do presidente da República e dos seus três filhos que possuem mandatos legislativos.

Continua após a publicidade

Lei assinada por Jair Bolsonaro, ano passado, prevê penas de três meses a oito anos de prisão, além de multa, para crimes contra instituições democráticas, seu funcionamento e a interrupção de serviços essenciais, como bloqueios de avenidas e estradas.

Ontem, em Nova York, os juízes Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes indicaram a decisão do Supremo e do TSE avançar à fase punitiva nos processos. Eles viajaram para um seminário com empresários, promovida pelo grupo Lide, do ex-governador João Doria. Em alguns momentos foram hostilizados por militantes do bolsonarismo.

Existe, também, a ideia de incentivar o Congresso para elaborar “regulamentação das redes sociais” que elimine o vácuo legal existente sobre companhias proprietárias e administradoras de redes sociais.

Continua após a publicidade

Para efeitos jurídicos, elas atualmente são caracterizadas como empresas de tecnologia. Passariam a ser equiparadas às empresas de comunicação, com responsabilidade sobre o conteúdo.

“Somos a quarta maior democracia, só que somos a única do mundo que exatamente 2 horas 58 minutos depois de encerrada a votação, proclama o resultado, com transparência e com legitimidade” — disse Moraes a uma plateia de empresários.

Acrescentou: “Ao atacar as urnas e a autoridade judiciária que faz as eleições, o que essas milícias digitais pretendem é substituir o regime. A democracia foi atacada, foi aviltada, mas sobreviveu. No Brasil, o Judiciário não foi cooptado, não foi aumentado, foi uma barreira instransponível a qualquer ataque à liberdade.”

Continua após a publicidade

Luis Roberto Barroso comentou os protestos contra o resultado das urnas, com apelos a golpe de estado nas portas dos quartéis, que prosseguem em várias cidades. “Supremo é o povo, a eleição terminou e agora só cabe respeitar o resultado, é simples assim.” Prosseguiu: “Criou-se uma lenda no Brasil de que o STF é contra o presidente [ da República]. Todos os presidentes tiveram queixas do Supremo. A única diferença é que nenhum deles atacou o Supremo. Nós não temos lado. Só o das instituições.”

Gilmar Mendes confirmou: “Os episódios de intolerância que ora assistimos inspiram a tomada de atitude, o que deverá ser levado a efeito em cada esfera competente.”

Pouco depois da reunião, Moraes usou rede social para reafirmar: “Os extremistas antidemocráticos merecem e terão a aplicação da lei penal.”

Continua após a publicidade

Não há prazo previsto para desfecho das dezenas de inquéritos, mas alguns têm como protagonista Jair Bolsonaro, que deixa a presidência em exatos 46 dias.

Seus aliados correm contra o relógio na tentativa de negociar alguma forma de imunidade. Uma alternativa seria manter seus processos na jurisdição do Supremo, preservando-o das iniciativas de juízes de primeira instância — privilégio que não teve o ex-presidente Michel Temer, que chegou a ser preso no meio da rua e mais tarde, foi solto e absolvido.

Outra possibilidade, ainda mais difícil, seria uma inovação legislativa, como por exemplo a criação de mandatos vitalícios no Senado, com imunidade parlamentar, para os ex-presidentes da República. Em janeiro serão seis, mas Bolsonaro estará solitário no enredo judiciário que ele e amigos criaram.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA 10.10

Digital Premium

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver, + programa de benefícios Prata.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 10,10/mês
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).