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Informação e análise

Duelo entre Tarcísio e Lula vai estimular a rodada final em São Paulo

No vácuo do erradio Jair Bolsonaro, governador paulista se tornou a referência principal da oposição ao presidente no maior colégio eleitoral do país

Por José Casado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 out 2024, 04h00

Já começou a segunda rodada eleitoral na cidade de São Paulo.

Logo depois da definição da disputa na noite deste domingo (6/10), o governador paulista Tarcísio de Freitas anunciou que volta às ruas hoje na tentativa de influenciar na reeleição do prefeito Ricardo Nunes, do MDB.

Lula preferiu adiar a decisão sobre quando e como vai se dedicar à campanha do candidato que escolheu, o deputado federal Guilherme Boulos, do Psol.

Faltam vinte dias até à votação, no domingo 27 de outubro. Pode parecer pouco tempo na vida do eleitor, mas equivale a uma eternidade no duelo político entre Tarcísio e Lula que vai estimular a etapa final da eleição paulistana.

Com 21 meses de mandato, o governador do Republicanos se tornou a referência principal da oposição ao presidente do PT no maior colégio eleitoral do país. Teve peso específico na campanha, reconhecido pelo prefeito com uma listagem de adjetivos elogiosos.

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Nunes venceu uma disputa acirrada. Teve 29,48% dos 6,1 milhões de votos válidos. Superou Boulos por apenas 25 mil votos.

Tarcísio ganhou relevo no vácuo do erradio Jair Bolsonaro. O ex-presidente perdeu para Lula na cidade, em 2022, mas saiu das urnas sancionado como paradigma da oposição: recebeu 3,1 milhões de votos (46,5% do total) e ajudou a eleger Tarcísio no governo estadual.

A adesão de Bolsonaro à reeleição de Nunes seria consequência, mas seus movimentos erráticos, dosados pela sedução autoritária, multiplicaram sua rejeição na capital paulista nos últimos 21 meses.

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Repudiado por quase 60% dos eleitores, tornou-se pesado demais para campanha. Por isso, precisou lutar duramente para indicar o candidato a vice-prefeito, um ex-policial militar que propaga ter perdido a conta de quantas pessoas já matou, supostamente a serviço do Estado.

Inconstante, enxergou nos ardis do candidato Pablo Marçal, do PRTB, uma chance de emparedar Nunes e Tarcísio e impor sua lógica de hegemonia política. Percebeu o erro tardiamente, havia ajudado a criar mais uma “alternativa” em São Paulo.

Não se sabe se foi por consciência ou aconselhamento, mas Bolsonaro preferiu se manter à margem da campanha de Nunes e é possível que continue até o fim. Tarcísio ocupou o espaço e, com autonomia, passou a liderar a oposição a Lula e seu candidato na cidade.

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Lula e Guilherme Boulos — (./Divulgação)

Em 2022, Lula venceu com 3,6 milhões de votos dos paulistanos, equivalentes a 53,5% do total, com uma vantagem de 500 mil votos em relação a Bolsonaro. Pelas pesquisas, sua rejeição na capital hoje supera o índice de aprovação nas urnas de duas primaveras atrás. Foi um dos motivos para sua rarefeita presença na campanha de Boulos, o candidato que ele escolheu atropelando o próprio partido, o PT.

Lula atribuiu um peso decisivo, realçado pelo frágil desempenho do PT no restante do país, ao resultado eleitoral em São Paulo. Agora, tem uma equação para resolver: quando e como vai se dedicar à campanha de Boulos. O risco é parte do jogo, mas uma eventual derrota na capital paulista teria efeitos desastrosos para o seu projeto eleitoral em 2026.

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