A presidente que obriga Trump a negociar e tem aprovação recorde
Eleitores dão a Claudia Sheinbaum 12 pontos de vantagem em relação a Lula e 17 pontos à frente do argentino Javier Milei
Seis países devem ser atacados pelos Estados Unidos durante este ano, prevê uma casa de apostas de Nova York que se destaca pela participação acionária da família de Donald Trump.
Nos prognósticos da Polymarket, citados pela agência Bloomberg, a maior taxa de probabilidade (56%) é de ofensiva contra o Irã, há semanas imobilizado por protestos contra o regime teocrático dos aiatolás.
Eis a tendência, segundo os apostadores:
- Nova intervenção dos EUA na Venezuela (31% de chance);
- Ação militar para derrubar o regime ditatorial instalado em Cuba há 66 anos (26%);
- Tomada da Groenlândia, como Trump deseja (20%); e,
- Interferência na Colômbia (12%), cujo processo eleitoral termina em maio com a escolha do novo presidente.
É notável a ausência do México das especulações sobre a temporada 2026 do jogo da geopolítica hemisférica — nesta semana, Trump voltou a ameaçar o país com invasão militar a pretexto de conter o ritmo de negócios dos cartéis do narcotráfico.
Uma das razões, provavelmente, está na capacidade de dissuasão demonstrada pelo governo mexicano nos últimos 12 meses. Até agora, Claudia Sheinbaum foi a única presidente bem-sucedida ao provocar Trump sobre a eficácia dos acordos políticos.
Ex-prefeita da Cidade do México, essa física de 63 anos de idade, casada com um analista de riscos financeiros, tem mostrado habilidade em converter potenciais conflitos em oportunidades de cooperação. Tem dado certo com o imprevisível Trump, ao menos até esta segunda-feira (12/1).
Um dos efeitos tem sido a manutenção de alta taxa de aprovação doméstica. Ela encerrou o primeiro ano de mandato com respaldo recorde (61%) dos eleitores mexicanos, informa pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg realizada em seis países entre 10 e 15 de dezembro.
Eleitores dão a Claudia Sheinbaum 12 pontos de vantagem em relação a Lula (49% de aprovação) e 17 pontos à frente do argentino Javier Milei (44%).





