Sexo com inteligência artificial é traição?
Pesquisa revela como brasileiros lidam com a tecnologia invadindo a intimidade
A inteligência artificial está ganhando espaço em uma área antes restrita às relações humanas: a intimidade. Uma pesquisa da Gleeden, site de encontros extraconjugais e não monogâmicos, mostra que 48% das pessoas já se sentem confortáveis para falar sobre emoções com sistemas de IA. No campo sexual, 51% não consideram o uso da tecnologia para fins eróticos uma traição, enquanto 29% veem a prática como uma “zona cinzenta” e 19% a classificam como infidelidade.
A privacidade é o principal atrativo para 32% dos entrevistados, seguida pela ausência de julgamentos (19%) e pela possibilidade de personalizar as experiências (18%). Dentro dos relacionamentos, porém, o tema ainda pode gerar novos acordos: 49,7% afirmam que contariam ao parceiro se usassem IA para experiências íntimas, enquanto 16,4% prefeririam esconder a prática. “O estudo demonstra que a discussão já não gira apenas em torno da tecnologia, mas dos novos acordos afetivos que precisarão ser construídos. A Inteligência Artificial inaugura um território onde desejo, privacidade, fantasia e conexão emocional passam a desafiar conceitos tradicionais sobre fidelidade e intimidade”, afirma a sexóloga Thais Plaza.







