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Isabela Boscov

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Vikings – A Terceira Temporada

Por Isabela Boscov 25 nov 2015, 17h24 • Atualizado em 31 jul 2020, 00h02
  • Sabe que às vezes é mais divertido que Game of Thrones?

    Não, não digo isso para causar choque e indignação. O fato é que Game of Thrones leva a melhor em episódios isolados ou em certas storylines, mas no saldo final Vikings diverte com mais regularidade. Agora que a terceira temporada está saindo em DVD, faça o teste.

    Algumas coisas que eu adoro em Vikings:

    • A mania do Travis Fimmel, que faz o rei Ragnar Lothbrok, de se encostar em batentes, paredes, mastros de navio, árvores etc. para ficar olhando os outros personagens com cara de cínico. Não tenho a menor ideia da razão pela qual ele vive inclinado, mas por razões também elas inexplicáveis acho divertidíssimo.
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    • O show que o Linus Roache dá nesta terceira temporada inteira como o rei Ecbert de Wessex, um sujeito mais liso que sabão que faz negócio com todo mundo e está sempre tentando achar uma forma casual de matar o filho chatonildo dele, o príncipe Aethelwulf (Moe Dunford).
    • A Lagertha da Katheryn Winnick, claro. Se tivesse curso para virar shield maiden, eu faria.
    • Athelstan, o monge dividido entre Cristo e Odin. No começo ele não me entusiasmava muito, mas da metade da segunda temporada para cá a interpretação de George Blagden me ganhou.
    • As cenas de batalha sempre foram boas, mas as da terceira temporada foram mais do que isso – foram excelentes. A primeira tentativa de Ragnar & cia de tomar Paris, no episódio 8, é simplesmente um espetáculo. Na boa? Ficou ali com as melhores batalhas de Game of Thrones e ganhou de várias outras de GoT que custaram mais caro e impressionaram menos.
    • A abertura, com If I Had a Heart, dos suecos Fever Ray, que fica na minha cabeça durante horas depois. Aliás, pior do que isso: eu tento cantar a música, o que fere duramente a sensibilidade auditiva do Guilherme Gouveia.
    • A consistência do visual death metal e da paleta de cores, que mesmo quando vai para lugares mais cheios de vermelhos, como a corte do rei Ecbert, na Inglaterra, e a do imperador Carlos III dos francos, em Paris, mantém a base cinza-escuro das locações na Escandinávia (dublada pela Irlanda, como Game of Thrones e boa parte das produções de época). E ainda oferece a vantagem adicional de poupar o espectador daquela direção de arte na linha Marquês de Sapucaí em que o pessoal de GoT põe a coitada da Daenerys.
    • O fato de que as liberdades que o criador Michael Hirst toma com a história doem bem menos do que as adulterações dele em Os Tudors: a historiografia em torno dos vikings é confusa e cheia de lacunas e a cronologia é uma bagunça mesmo. Para dar uma ideia, sabe-se que os filhos de Ragnar que aparecem na série (Björn Ironborn, Ivar the Boneless, Sigurd Snake-in-the Eye, Halfdan Ragnarsson e Ubba) são figuras reais – mas não se sabe se Ragnar de fato existiu, e se esses sujeitos eram ou não filhos do mesmo homem. Ou seja, liberou geral. Mas surpresa: a oferta que Rollo (Clive Standen), o irmão de Ragnar, recebe no último episódio é real – e umas tantas décadas depois viria a mudar a história da Inglaterra.

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    • O time de apoio do Michael Hirst é de primeira categoria e está fazendo aqui o seu melhor trabalho. O time de GoT leva a fama, mas este aqui entrega mais “valores de produção” por um orçamento bem menor. Parte da equipe veio de Tudors, outra parte veio de séries como Ripper Street, Penny Dreadful e Reign. Menção de honra para a direção de arte de Jon Beer, os figurinos de Joan Bergin, a música de Trevor Morris e também o desenho de produção, a cinematografia e a edição.

    Por outro lado…

    • …é verdade que os roteiristas não têm feito grandes favores ao personagem, mas não aguento mais o fundamentalismo religioso e os maneirismos do Floki de Gustaf Skarsgard (filho do Stellan, irmão do Alexander de True Blood e do Bill de Hemlock Grove). Por Thor e Odin, achem alguma outra cantilena para ele.

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