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Isabela Boscov

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Cães de Guerra

Quer entender este mundo surreal? Chame os profissionais da comédia

Por Isabela Boscov 10 set 2016, 10h00 | Atualizado em 13 jan 2017, 16h25

Veja aqui a vídeo-resenha


Entre 2005 e 2008, dois garotões de Miami sem nenhuma qualificação (um era trambiqueiro e o outro, massagista) se aproveitaram das guerras no Iraque e no Afeganistão e viraram magnatas da venda de armas e suprimentos para o Pentágono. Os dois se deram tão bem que, a certa altura, ganharam um contrato de 300 milhões de dólares, para fornecer ao comando militar americano 100 milhões de cápsulas de fuzil AK-47, a arma preferida de guerrilheiros, terroristas, traficantes e congêneres em todo o mundo. E onde se vai achar tal quantidade de uma munição tão escusa? Em lugares duvidosos como a Albânia, onde o cinza dos tempos de bloco comunista continua vigorando, mediante a intercessão de uma gente muito mal-encarada. E aí, claro, a coisa toda vira forrobodó. O mais interessante: um forrrobodó verídico, muito noticiado nos Estados Unidos no final da década de 2000 pelo que tinha de vexaminoso para o Pentágono e de absolutamente surreal para qualquer padrão mais ou menos sensato de interpretação.

Com Jonah Hill e Miles Teller no papel dos rapazes empreendedores, Cães de Guerra segue a linha de O Lobo de Wall Street e A Grande Aposta: reproduz com ritmo alucinatório e um saborosíssimo senso do absurdo uma história que tinha mesmo de ser real, porque roteirista nenhum seria capaz de imaginá-la – ou pelo menos convencer alguém de que ela poderia ter acontecido como aconteceu. E, exatamente como A Grande Aposta, aquela sensacional bola curva sobre a crise financeira de 2008 dirigida pelo Adam McKay de O Âncora – A História de Ron Burgundy, este Cães de Guerra leva a assinatura de Todd Phillips, o diretor de besteróis como Starsky & Hutch e os três Se Beber, Não Case!. Faz sentido, na verdade: o mundo anda tão insensato que acho que só profissionais do nonsense mesmo é que ainda conseguem compreendê-lo.


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