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Thunderbolts: o que ascensão de anti-heróis diz sobre Hollywood – e nós

No filme, um grupo de tipos arredios se une para enfrentar um mal maior — trajetória que oferece um antídoto para tempos de solidão

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 Maio 2025, 06h00 • Atualizado em 2 Maio 2025, 11h09
  • Provérbio popular nas narrativas de histórias em quadrinhos, a frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” — conselho dado ao jovem Homem-Aranha por seu tio Ben — costuma ditar a regra moral das tramas de super-heróis. Ao adquirir poderes, um personagem do filão se vê diante de duas opções: tornar-se um herói de índole inquestionável — ou um vilão hostil. Thunderbolts (Estados Unidos, 2025), em cartaz nos cinemas, explora uma área cinzenta entre os dois lados: na nova trama da Marvel, mercenários, vilões arrependidos e supostos heróis que deram errado se unem diante de um mal maior — o qual acaba revelando uma conexão particular entre eles.

    O apelo desse tipo de personagem — o anti-herói — já foi testado e aprovado no universo Marvel. Do desbocado Deadpool aos ladrões do grupo Guardiões da Galáxia, figuras sem as virtudes necessárias para serem heróis costumam ser irônicas, explosivas, inconsequentes e, vira e mexe, até capazes de fazer o bem. O que motiva esse pessoal raramente é o altruísmo: falam mais alto os desejos particulares de cada um — estímulo controverso quando o objetivo é fazer o bem, sem olhar a quem.

    A ascensão dos anti-heróis na ficção não deixa de espelhar o mundo real: em tempos de incertezas, o individualismo tende a se impor. Se em uma ponta extrema desse pensamento estão os “heróis” narcisistas da série The Boys, do lado oposto estão os Thunderbolts. Nessa etapa da Marvel, os Vingadores acabaram, grandes heróis morreram e a sensação de vulnerabilidade é patente. Refletindo as angústias das pessoas comuns, a trupe de anti-heróis sofre da desilusão de sonhos não conquistados e da dor de uma vida de traumas e violência, que fez deles solitários e egocêntricos.

    Yelena, vivida por Florence Pugh, foi treinada desde a infância para ser uma assassina e está em luto pela morte da irmã, a Viúva Negra. Bucky Barnes, o Soldado Invernal, papel de Sebastian Stan, e Ava Starr, a Fantasma encarnada por Hannah-John Kamen, também foram vítimas de horrores e vivem sob o efeito de experimentos científicos que transformaram seus corpos. Já o Guardião Vermelho (David Harbour) e o Agente Americano (Wyatt Russell) seguem presos à sombra do que poderiam ter sido: heróis aclamados na Rússia e nos Estados Unidos, respectivamente, os fortões acabaram em decadência. “O filme traz a questão: quem você se torna quando seus planos dão errado?”, disse o diretor Jake Schreier a VEJA. Para os Thunderbolts, o antídoto está no trabalho em equipe e no humor ácido que entretém a plateia. Taí um bom jeito de usar seus podres poderes.

    Publicado em VEJA de 2 de maio de 2025, edição nº 2942

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