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Novo filme de ‘Jogos Vorazes’ é mais que um caça-níquel de Hollywood

'A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes' se passa 64 anos antes dos eventos dos longas protagonizados por Jennifer Lawrence

Por Gabriela Caputo
16 nov 2023, 08h00

Quem é fã sempre quer mais — mas nem sempre fica satisfeito com o que recebe. Nesse embate, os admiradores da saga distópica Jogos Vorazes provavelmente vão sair contentes das sessões de A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, novo filme da franquia que acaba de entrar em cartaz. A produção é feliz ao recuperar os principais ingredientes que fizeram a quadrilogia lançada entre 2012 e 2015 obter sucesso: trama eletrizante, personagens complexos, críticas políticas afiadas e uma pitada de romance. O longa, adaptado do livro de 2020, pode até ser uma maneira de encher os bolsos hollywoodianos pegando carona na nostalgia, mas se justifica ao ampliar as dimensões da história de Panem, o universo fictício apresentado na trilogia escrita por Suzanne Collins.

Ambientada 64 anos antes dos eventos do filme de 2012, a trama é protagonizada por um jovem Coriolanus Snow (Tom Blyth) — que mais tarde, como bem sabe o espectador, se tornaria o autoritário presidente Snow, vivido por Donald Sutherland nas telonas. Ou seja, a história se passa muitas décadas antes de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson) entrarem em cena como os amantes desafortunados do distrito 12. Por isso, quem for ao cinema esperando uma pontinha de J-Law vai se decepcionar, no máximo encontrando um easter egg bem plantado no roteiro. Mas o elenco está bem servido: além dos protagonistas, Viola Davis, Jason Schwartzman, Hunter Schafer (de Euphoria) e Peter Dinklage (de Game of Thrones) estão ótimos em seus papéis.

Lucy Gray Baird (Rachel Zegler) e Coriolanus Snow (Tom Blyth) em 'Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes': casal fadado
Lucy Gray Baird (Rachel Zegler) e Coriolanus Snow (Tom Blyth) em ‘Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes’: casal fadado (Murray Close/Divulgação)

Enquanto os filmes originais traziam a construção de uma heroína rebelde e imperfeita, o novo filme se debruça sobre a origem do vilão. A mocinha não tão inocente de A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes é Lucy Gray Baird (Rachel Zegler), que leva a vida em meio a uma comunidade artística itinerante até ser sorteada para competir até a morte na arena televisionada. Sua bela voz é transformada por Snow, seu mentor na décima edição dos jogos sanguinários, em uma arma para conquistar audiência da capital. Com a cantoria da personagem, o filme amplifica o teor musical que aparecia timidamente nos últimos filmes da saga, quando Jennifer Lawrence entoava cantigas folclóricas de Panem, como The Hanging Tree — que ganha nova versão poderosa na voz de Zegler.

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O filme é o mais longo dos cinco: com 2 horas e 38 minutos, é apresentado em três partes, seguindo a premissa do livro. Francis Lawrence, diretor do longa que também comandou os anteriores, considerou separar a trama em dois lançamentos, mas acabou desistindo da empreitada. Entre 2014 e 2015, a divisão de A Esperança, último ato da trilogia, não foi bem recebida pela audiência. “O que percebi em retrospecto — e após ouvir todas as reações de ira dos fãs e críticos sobre a separação – é que era frustrante [ter de esperar um ano]”, assumiu o diretor à revista People.

Recentemente, ele disse ao Entertainment Weekly que adoraria adaptar para as telas mais versões desse universo — mas somente se Suzanne Collins tivesse algo de novo e empolgante a ser dito. Para o diretor, o que permitiu que a franquia resistisse ao tempo é que Collins sempre parte de uma base temática para as histórias: as consequências da guerra, nos originais; a natureza humana, em A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. “Se Suzanne tiver outra ideia que ela sinta que se encaixa no mundo de Panem, seja com novas pessoas ou personagens conhecidos, eu estaria realmente interessado em fazer parte disso”, disse Lawrence.

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