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Celine Song a VEJA: “Deixamos o capitalismo invadir o amor”

Roteirista e diretora de 'Vidas Passadas' e 'Amores Materialistas' falou sobre o que a atrai a histórias de amor realistas

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 set 2025, 09h00 •
  • Celine Song, roteirista e diretora de Vidas Passadas (2023) e Amores Materialistas (2025), tem abordado o amor de forma mais realista em seus filmes. Em entrevista a VEJA, a cineasta sul-coreana-canadense explica sua visão sobre o filme estrelado por Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal ser uma comédia romântica, de como o dinheiro interfere nas relações e sua forma de levar romances para as telas.

    Confira a entrevista na íntegra:

    Quando o primeiro trailer e os pôsteres de Amores Materialistas saíram, eles pareciam dar um ar de comédia romântica padrão. Mas, ao assistir ao filme, percebi que a expectativa muda, porque vejo mais como um drama romântico. Qual era sua intenção? Quando escrevi o roteiro, minha ideia era contar a história dessa mulher, inspirada no tempo em que trabalhei como casamenteira. Quando mostrei aos produtores e ao estúdio, eles disseram: “Ah, é uma comédia romântica”. E eu pensei: “É uma comédia romântica, então?”. Mas, para mim, é mais sobre o que o filme me mostrou ser. Sim, há muitos momentos cômicos, porque o público ri, e isso é parte da experiência. Mas minha forma de alcançar a comédia é sempre pela verdade, pela honestidade. No fundo, é um filme que fala sobre o amor e como ele é desenvolvido de um jeito honesto. O amor é um tema muito sério e acho que devemos falar sobre ele de verdade, mesmo dentro de algo divertido e romântico.

    Um dos pontos mais interessantes do filme é falar de amor de forma honesta. Vivemos em um mundo capitalista, onde o dinheiro importa muito, mas não falamos tanto sobre isso. De onde veio a ideia de abordar os relacionamentos modernos nesse contexto? Você tocou exatamente no ponto. Dinheiro e riqueza se tornaram quase um tabu, mas estão em tudo — até nos filmes que não parecem ser sobre isso. Vivemos obcecados por riqueza. Mas o amor é a única coisa que o capitalismo não pode tocar, porque é gratuito, é divino, envolve entrega. Mesmo assim, deixamos o capitalismo invadir o amor: renda, altura, status. Transformamos o amor em números. E o que eu queria com o filme era mostrar justamente isso: o amor é a única promessa que realmente vale.

    Isso fica muito claro no contraste dos personagens. Harry (Pedro Pascal) parece a escolha “óbvia”: bonito, rico, charmoso. Mas o John (Chris Evans), que não tem dinheiro, realmente enxerga Lucy. Você quis explorar essa dinâmica de forma realista, mas também manter a fantasia do “amor verdadeiro”? Exato. Se fosse um negócio, claro que faria sentido escolher Harry. Mas amor não é um negócio. Amor é sobre estar dentro, sentir, viver. E quando o personagem do Chris oferece o coração inteiro, dizendo: “Vou te amar para sempre, essa é a única promessa que posso fazer”, isso deveria ter mais valor que qualquer outra coisa. Mas muitas vezes as pessoas não acreditam nisso porque o amor verdadeiro é intangível, difícil de enxergar. Mesmo assim, quando ele aparece diante de você, só existe uma resposta: dizer sim.

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    Em uma participação sua no podcast da A24, você comentou que começou a fazer Amores Materialistas logo depois do Oscar em que você concorreu com Vidas Passadas (2023), apenas dois dias após a premiação. Sentiu pressão de fazer este filme depois do sucesso de Vidas Passadas e toda a repercussão do Oscar? Toda vez que faço um filme, sinto que a pressão é máxima. No primeiro, havia a pressão de alguém querer ou não assistir. Em Amores Materialistas, a pressão era a mesma: fazer o melhor filme possível. O sucesso de Vidas Passadas ajudou porque trouxe mais confiança das pessoas no meu trabalho. Então, nesse sentido, só foi positivo.

    Muitas pessoas comentam que você e seu marido, o também cineasta Justin Kuritzkes, gostam de fazer filmes sobre amor e triângulos amorosos, a exemplo dos seus filmes, Vidas Passadas e Amores Materialistas, e Rivais (2024), dirigido por ele. De onde vem essa inspiração nesse tópico? Acho importante lembrar que o triângulo amoroso é uma das grandes estruturas do drama romântico. É muito dramático, muito intenso. Por isso aparece tanto nas histórias de amor. Mas não é que eu viva ou procure esse tipo de relação na vida real.

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