Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Educação em evidência

Por João Batista Oliveira
O que as evidências mostram sobre o que funciona de fato na área de Educação? O autor conta com a participação dos leitores para enriquecer esse debate.
Continua após publicidade

Reforma da Previdência e Primeira Infância

Em vez de antecipar a aposentadoria das mulheres, seria mais interessante oferecer um ano de licença remunerada para que a mãe pudesse cuidar da criança.

Por João Batista Oliveira Atualizado em 17 jan 2019, 11h49 - Publicado em 17 jan 2019, 11h43

Nada a ver? Tudo a ver. Na discussão anterior da reforma da previdência, sugeri ao então deputado Rogério Marinho e ao Ministro Osmar Terra que, em vez de antecipar a aposentadoria das mulheres, seria mais interessante para a sociedade oferecer um ano de licença remunerada para que a mãe – ou o pai – pudesse cuidar da criança. Isso poderia ser acoplado a outros programas para inserção (ou reinserção) no mercado de trabalho e de cuidados materno-infantis, especialmente para a população mais vulnerável.

A justificativa tem fundamento na realidade demográfica: as mulheres vivem cerca de cinco a seis anos a mais do que os homens. Ao final dos 5O ou 60 anos, a grande maioria poderá estar em boas condições para trabalhar e sem muitos impedimentos domésticos para permanecer mais um ou dois anos no mercado de trabalho. E o benefício não seria indiscriminado, ou seja, somente as mães receberiam o benefício. Nada mais justo.

Mas não se trata apenas de uma questão de justiça: trata-se de uma questão de investir de forma inteligente no futuro do país. Ninguém influi mais na formação dos filhos do que a família. Ninguém melhor do que os pais para cuidar dos filhos.

Recente estudo sobre um sistema de apoio às famílias, no Canadá, comprova o que já se havia comprovado em um estudo realizado na cidade do Rio de Janeiro por Ricardo Paes de Barros: a creche aumenta a probabilidade de a mãe trabalhar. Mas não melhora, necessariamente, as condições para o desenvolvimento das crianças. Raramente o faz. E frequentemente até piora.

Continua após a publicidade

Hoje vemos na imprensa proposta do competente Armínio Fraga a respeito do tema – na sua proposta, as mães ganhariam um ano de redução na idade para se aposentar para cada filho gerado – com um limite de três filhos. A proposta tem mérito, mas submeto novamente à consideração do executivo, do legislativo e da sociedade uma proposta em nome dos que não têm nem vez, nem voz, nem voto. Afinal é deles que dependerá o futuro do país.

O Brasil ainda vive a dicotomia entre o “econômico” e o “social”. Primeira infância pertence ao mundo do social. Por que não começar a considerar as evidências para melhor promover e captar benefícios econômicos para políticas sociais mais eficazes?

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.