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Fraude palaciana

A falsificação de dados a partir do TCU teve a evidente cumplicidade de Bolsonaro

Por Dora Kramer
9 jun 2021, 10h03

O auditor Alexandre Figueiredo Costa e Silva Marques inseriu no sistema do Tribunal de Contas da União o estudo falso apontando que 50% das mortes atribuídas à Covid-19 não teriam sido provocadas pelo coronavírus às 18h30 de domingo (06.06). Às 8h30 do dia seguinte, o presidente da República já estava na porta do Palácio da Alvorada “denunciando” a existência do dito relatório aos seus apoiadores de todos os dias.

Coincidências até existem, mas nesse caso o que se evidencia é uma armação, uma encomenda senão feita, mas compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro. Uma fraude cometida nas dependências de um organismo do Estado (o TCU é estrutura ligada ao Congresso Nacional) com a cumplicidade do chefe da nação.

Desmentido pelo tribunal, o presidente reconheceu o erro de tomar as informações como se fossem oficiais, mas manteve no ar a desconfiança de que haveria manipulação nas notificações de morte por parte de prefeitos e governadores como forma de garantir maiores repasses de verbas federais a estados e municípios.

O TCU afastou o funcionário, prometeu averiguar o ocorrido e, se for o caso, punir o autor da fraude. Ficou faltando uma referência ao mandante, ou mandantes uma vez que Alexandre Marques é ligado aos filhos do presidente, do crime. A conferir se o auditor contará com proteção do Palácio do Planalto semelhante à que foi dada ao general Eduardo Pazuello para evitar punição no Exército.

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