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Dora Kramer

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Banalização do protesto

Excesso de uso pode levar manifestações de rua à perda de eficácia

Por Dora Kramer 1 jul 2019, 09h14

Há o velho dito de que tudo o que é demais enjoa. Não que já se possa aplicá-lo às manifestações convocadas às ruas para protestar ou apoiar o que quer que seja, mas é inequívoca a redução do de impacto desses atos realizados à razão média de um por mês nos últimos tempos. O excesso de uso torna as coisas banais; que, deixando de ser novidade, perdem em eficácia.

Outro fator que enfraquece o potencial desse instrumento de pressão é a confusão da pauta. O ato de domingo 30 tinha como foco principal a defesa do ministro Sergio Moro. Até aí, tudo certo. Se os manifestantes enxergam a necessidade de reforçar a posição dele na condição de símbolo do combate à corrupção, ok.

Mas quando resvalam para outros temas como ataques ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso em geral e aos presidentes da Câmara e do Senado em particular, transitam no perigoso terreno da incoerência, caindo, assim, na inconsistência.

É ou não é uma contradição em termos se defender a reforma da Previdência e ao mesmo tempo lançar desaforos contra o Parlamento que está fazendo andar a proposta? Ora, foi o próprio presidente Jair Bolsonaro quem disse ao entregar a PEC ao Congresso que já tinha feito a sua parte e dali em diante a tarefa estava com deputados e senadores. O deputado Rodrigo Maia e o senador Davi Alcolumbre assumiram a missão e, por isso, deveriam ser celebrados e não criticados pelos defensores da reforma.

Outra contradição é o ataque ao STF que em diversas ocasiões tomou decisões que vão ao encontro das demandas dos manifestantes em prol do combate à corrupção, dando respaldo às ações da Lava Jato. Portanto, não basta protestar. Há que fazê-lo com harmonia entre pensamento e ação. Do contrário, a grita corre o risco de cair no vazio.

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