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A cada mês, cinco milhões de pessoas trocam o campo pelo asfalto. Ao final do século seremos a única espécie totalmente urbana do planeta. Conheça aqui os desafios dessa histórica transformação.

5 vantagens de comprar imóvel agora

Além dos preços em queda, o atual momento traz outros motivos para fechar negócio

Por Mariana Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 out 2015, 16h30 | Atualizado em 31 jul 2020, 00h18

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A tendência de queda no preço dos imóveis levanta a dúvida: é uma boa hora para comprar? Se for para investir, com foco no curto ou médio prazo, não. Afinal, quanto maior a taxa de juros, mais vantajoso se torna ter o dinheiro rendendo no banco do que mantê-lo aplicado em um imóvel. Mas se o imóvel for para moradia, pode ser interessante, sim. Saiba quais as vantagens de fechar negócio agora.

1. Inflação “reduz” a fatia do salário destinada ao financiamento

Embora as taxas de financiamento imobiliário tenham aumentado, sua contratação pode representar um bom negócio num cenário de inflação como o atual. Isso porque o financiamento é contratado com uma taxa fixa, que costuma representar um terço do salário. , enquanto a inflação é variável, e tem aumentado. De acordo com Augusto Martins, da Rio Bravo Investimentos, disso decorre que, conforme os salários são reajustados por causa da inflação, a parte da renda destinada a pagar o financiamento se torna proporcionalmente menor. Se equivalia a um terço na hora da contratação, representará uma fatia menor um ano depois. Passados dois anos, menor ainda, e assim sucessivamente — considerando, é claro, que a inflação continue aumentando.

2. Usar FGTS no imóvel é melhor do que deixá-lo parado

Para quem pensa em usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para adquirir um imóvel, a compra continua sendo uma boa oportunidade de alocar o recurso. Com rendimento de 3% ao ano, o FGTS está abaixo da inflação, que deve atingir 9,7% neste ano pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Considerando que a valorização média dos imóveis é de 5% ano ano (sem descontar a inflação), usar o fundo na compra vale mais do que deixá-lo parado. A decisão deve se mostrar ainda mais acertada no longo prazo, depois que o mercado imobiliário tiver superado o atual momento de desaleceração.

 

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3. Há melhores condições de negociação

Com a redução da demanda e o avanço da inflação, surgem proprietários dispostos a baixar o preço como estratégia para vender logo. Até porque, em muitos casos, deixar um imóvel à venda por um longo período é mais oneroso, até por causa da inflação, do que reduzir um pouco o patamar para negociação. Por isso, não tenha vergonha de oferecer menos do que o proprietário pede. O pior que pode acontecer é ouvir um não como resposta — e o melhor, fechar negócio.

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4. Aproveite antes que os preços subam

Crises não duram para sempre. A economia é cíclica, portanto é natural que os preços voltem a subir num futuro próximo. E a melhor forma de se preparar para isso é agir agora. Apesar de os preços acumularem ligeira queda, em torno de 3% neste ano, ela é muito menor do que a valorização recente, que em apenas um ano fez os imóveis do Rio de Janeiro subirem até 40%. Dificilmente haverá um outro boom nessas proporções, mas o inverso (preços caindo 40% em um ano) é igualmente improvável.

5. Os custos se diluem no tempo

Cada pessoa ou família costuma passar oito anos no mesmo imóvel. Há quem passe bem mais, até quinze ou vinte anos morando na mesma casa ou apartamento. Por isso, tenha em mente que os custos de agora serão diluídos no longo prazo, o que torna o investimento mais vantajoso. E pode até ser que, como preveem alguns analistas, a situação atual, em termos de inflação e taxas de financiamento imobiliário, se complique um pouco mais — nesse caso, melhor comprar agora do que mais tarde. De qualquer forma, a decisão depende de haver a intenção do comprador de permanecer no imóvel por, no mínimo cinco anos. Para períodos mais curtos, alugar é uma alternativa melhor.

 

Por Mariana Barros

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