O caso dos dólares na cueca
No fim de 2005, quando o país continuava atordoado pela roubalheira incomparável, escrevi um livro de 127 páginas sobre o escândalo do mensalão (A Esperança Estilhaçada/Crônica da crise que abalou o PT e o Governo Lula, Editora Planeta). Um dos capítulos conta o caso protagonizado pelo cearense José Adalberto Vieira da Silva, assessor do então […]
No fim de 2005, quando o país continuava atordoado pela roubalheira incomparável, escrevi um livro de 127 páginas sobre o escândalo do mensalão (A Esperança Estilhaçada/Crônica da crise que abalou o PT e o Governo Lula, Editora Planeta). Um dos capítulos conta o caso protagonizado pelo cearense José Adalberto Vieira da Silva, assessor do então deputado estadual José Nobre Guimarães, irmão de José Genoíno, presidente do PT e general da tropa de mensaleiros. Uma história e tanto.
No dia 8 de julho, quando tentava embarcar para Fortaleza no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, José Adalberto foi capturado com mais de 100 mil dólares na cueca ─ além de 200 mil reais na mala. A explicação que balbuciou durante o interrogatório na Polícia Federal pareceu tão estranha quanto a ideia de transformar uma cueca em cofre. O passageiro conseguiu embarcar no dia seguinte. Só o dinheiro continuou preso.
Passados mais de cinco anos, como informa o post republicado na seção Vale Reprise, o inventor da cueca dolarizada está solto no interior do Ceará. Enquanto o processo do mensalão se arrasta no Supremo Tribunal Federal, Genoíno examina o convite para virar assessor do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e aguarda como suplente a abertura de uma vaga na Câmara. Se conseguir voltar, vai conviver mais tempo com o irmão. Eleito deputado federal em outubro passado, José Nobre Guimarães acaba de instalar-se na comissão formada para tratar da reforma do sistema político. É o Brasil.
Como os deputados fingem ter esquecido a história da cueca, o seção O País quer Saber reproduz o texto que ocupa duas páginas do livro.
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