O bucaneiro voltou para afundar atirando
O senhor é corrupto?, ouve o ex-governador José Roberto Arruda já na abertura da entrevista publicada pelo site de VEJA. Resposta: “Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém […]
O senhor é corrupto?, ouve o ex-governador José Roberto Arruda já na abertura da entrevista publicada pelo site de VEJA. Resposta: “Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso”.
O restante da conversa confirma a suspeita provocada pelo disparo inaugural: o bucaneiro saiu da toca para afundar atirando. O pivô do escândalo batizado de “mensalão do DEM” alvejou antigos parceiros alojados no partido que o expulsou, no PSDB, no PDT e em outras siglas. Precisa provar o que disse. E todos os acusados têm o dever de explicar-se. O Brasil quer saber se, como diz Arruda no começo da entrevista, político virou sinônimo de corrupto.
A oposição oficial precisa aprender urgentemente que a resistência democrática, encorpada por milhões de brasileiros, não tem delinquentes de estimação. Absolver bandidos aliados é coisa do PT. Ficará com cara de PT todo partido que agir assim. Os defensores do Estado de Direito combatem com o mesmo vigor tanto os inimigos da liberdade quanto os assassinos da honradez.







