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Flávio Rocha: “O livre mercado é o predador natural da corrupção”

Entre entre outros assuntos, o empresário falou de reforma trabalhista, eleições e formas de superar a crise econômica

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 20h44 - Publicado em 26 set 2017, 16h45

O convidado do Roda Viva desta segunda-feira foi Flávio Gurgel Rocha. Nascido no Recife em 14 de fevereiro de 1958, ele é o principal acionista do Grupo Guararapes, que inclui as lojas Riachuelo. Deputado federal de 1987 a 1995, seu nome é frequentemente incluindo na lista de possíveis candidatos à Presidência da República pelo Partido Novo nas eleições do próximo ano. Confira trechos da entrevista:

“Critico muito o que chamo de ‘empresário moita’, aquele que não se posiciona politicamente. Eles colaboram para a formação de uma casta burocrática e para o inchaço do Estado”.

“O Brasil frequenta posições humilhantes em todos os rankings de competitividade. O fator determinante para a competitividade de um país é justamente a soma dos trabalhadores e dos empresários, que são a força motriz da economia, e o peso da carruagem estatal”.

“A operação Lava Jato vai deixar um legado fantástico, mas o melhor desinfetante que existe para a corrupção é o livre mercado. Você não pode só afastar as moscas, precisa tirar o presunto da sala. Não adianta só prender os corruptos, é preciso fazer a mudança estrutural, reduzir o Estado. O livre mercado é o predador natural da corrupção”.

“ A reforma trabalhista foi uma conquista do trabalhador, porque é ele quem mais sofre com a perda de competitividade. Com a reforma haverá mais investimento, mais demanda por mão de obra, melhoria dos salários e mais prosperidade”.

“Temos uma elite burocrática muito letrada em leis, mas completamente analfabeta em competitividade”.

“Hoje, 75% dos empregos são na área de comércio e serviços, mas a legislação trabalhista ainda é de uma época industrial. Ela pensa no trabalhador da fábrica, que é uma minoria”.

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“Não vou disputar nenhum cargo nas próximas eleições. Meu papel é sair da moita como empresário. Meu sonho, minha missão de vida aqui na terra é fazer pelo nordeste o que o Amancio Ortega fez pela Galícia. Em plena crise de 2008, ele contribuiu para manter o pleno emprego na região”.

“Tenho muita simpatia pelo Partido Novo. A juventude precisa sair da escola sabendo o que é o Capitalismo, que é um sistema lindo. Mas eles saem pensando justamente o contrário. Nós formamos perdedores”.

“Do ponto de vista liberal, o Ponte para o Futuro é o melhor programa que poderíamos ter. É um plano de governo que contém tudo o que o Brasil precisa e isso, de certa forma, está sendo implementado. A inflação está caindo e a bolsa batendo recordes”.

“Na campanha que fizemos para a Riachuelo no Dia dos Namorados fomos criticados porque optamos por mostrar uma formação tradicional de casal. Mas é um absurdo imaginar que, por isso, somos preconceituosos. Somos os maiores empregadores de transexuais do Brasil. O politicamente correto é muito chato”.

“Acredito que o livre mercado seja a melhor maneira de criar e distribuir a riqueza”.

“Não entendo por que não separam a reforma da previdência do setor público da do setor privado. Os 32 milhões de trabalhadores do setor privado não são o problema. Esses já se aposentam com um salário mínimo e trabalham até os 65 anos de idade”.

A bancada de entrevistadores reuniu os jornalistas Ana Clara Costa (VEJA), Carlos Sambrana (IstoÉ Dinheiro), José Fucs (Estadão) e José Roberto Caetano (Exame) e Marcos Coronato (Época). Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido pela TV Cultura.

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