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Nova espécie de dinossauro com espinhos ocos é descoberta na China

Fóssil preserva pele por 125 milhões de anos e revela estruturas cutâneas ocadas que ampliam o conhecimento sobre a anatomia dos gigantes do Cretáceo

Por Ligia Moraes 18 fev 2026, 16h30 •
  • Um dinossauro herbívoro que viveu há 125 milhões de anos foi identificado na China com uma característica anatômica inédita: espinhos ocos originados na pele, até então não documentados em dinossauros. A descoberta foi feita por pesquisadores do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), principal órgão público de pesquisa científica da França, em parceria com instituições internacionais, e publicada na revista científica Nature Ecology & Evolution.

    O fóssil pertence a um exemplar juvenil excepcionalmente bem preservado do grupo Iguanodontia, ramo de dinossauros herbívoros estudado há mais de 200 anos. A nova espécie foi denominada Haolong dongi, em homenagem ao paleontólogo chinês Dong Zhiming.

    O que torna esse fóssil excepcional?

    Além do esqueleto, os pesquisadores conseguiram analisar a pele fossilizada do animal, algo incomum, já que tecidos moles raramente resistem por milhões de anos. Para examinar o material, a equipe utilizou escaneamento por raios X e análises histológicas de alta resolução, técnica que consiste no estudo de cortes ultrafinos de tecido ao microscópio. O procedimento revelou a preservação de células individuais da pele por aproximadamente 125 milhões de anos.

    A análise permitiu reconstruir a estrutura de espinhos cutâneos ocos que recobriam grande parte do corpo do dinossauro. Diferentemente de chifres ou placas ósseas, essas estruturas não eram extensões sólidas de osso, mas formações integradas à pele e com interior oco. Até o momento, não havia evidência de dinossauros com esse tipo de espinho.

    Para que serviam os espinhos?

    O Haolong dongi viveu no início do período Cretáceo, quando pequenos dinossauros carnívoros ocupavam os mesmos ambientes. Segundo os pesquisadores, os espinhos podem ter funcionado como mecanismo de defesa, em função comparável à de um porco espinho, dificultando a aproximação de predadores.

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    A equipe também levanta outras hipóteses. As estruturas podem ter desempenhado papel na regulação da temperatura corporal, já que superfícies maiores podem contribuir para dissipação ou retenção de calor. Outra possibilidade é uma função sensorial, permitindo ao animal perceber alterações no ambiente.

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