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Maior imagem já feita da Via Láctea mostra detalhes de buraco negro

Registro inédito revela, com nível de precisão nunca alcançado, a região mais extrema da galáxia e a matéria-prima que dá origem às estrelas

Por Ligia Moraes 25 fev 2026, 12h15 •
  • Astrônomos divulgaram a maior imagem já produzida do centro da Via Láctea, que revela com detalhes inéditos a região que circunda o buraco negro supermassivo no coração da nossa galáxia. O registro foi feito com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, conjunto de radiotelescópios instalado no deserto do Atacama, no Chile, e permite observar o chamado gás molecular frio, a matéria-prima da formação de estrelas.

    A nova imagem cobre uma área de mais de 650 anos-luz e é resultado da combinação de centenas de observações, formando um mosaico que, no céu, teria o comprimento de três luas cheias lado a lado. Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que toda essa região é mapeada com esse grau de precisão.

    O que há no centro da Via Láctea?

    No coração da Via Láctea está um buraco negro supermassivo, objeto com massa equivalente a milhões de vezes a do Sol. Ao seu redor existe uma zona repleta de nuvens densas de gás e poeira. É nesse ambiente que nascem algumas das estrelas mais massivas da galáxia.

    Diferentemente das regiões mais calmas da Via Láctea, onde a formação de estrelas ocorre de maneira relativamente estável, o centro galáctico é marcado por condições extremas. Muitas das estrelas que surgem ali vivem pouco tempo e terminam suas vidas em explosões poderosas, conhecidas como supernovas. Em alguns casos, essas explosões podem ser ainda mais energéticas.

    A nova imagem permite enxergar, com clareza inédita, filamentos de gás que se estendem por dezenas de anos-luz e alimentam áreas mais densas, onde novas estrelas podem se formar.

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    Por que essa imagem é diferente das anteriores

    O conjunto de telescópios utilizado na observação detecta ondas milimétricas e submilimétricas, invisíveis aos telescópios ópticos tradicionais. Isso permite observar o gás frio, que não emite luz visível, mas é fundamental para entender como as estrelas surgem.

    Além de mapear a estrutura dessas nuvens, os cientistas identificaram diversas moléculas presentes no gás, incluindo compostos simples e moléculas orgânicas mais complexas. Esses elementos ajudam a reconstruir as condições químicas do ambiente ao redor do buraco negro.

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