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A Origem dos Bytes

Por Filipe Vilicic Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Crônicas do mundo tecnológico e ultraconectado de hoje. Por Filipe Vilicic, autor de 'O Clube dos Youtubers' e de 'O Clique de 1 Bilhão de Dólares'.

O bitcoin está morto?

“Apesar de saber que o bitcoin poderia falhar, a agora inescapável conclusão de que ele falhou ainda me deixa muito triste. Os fundamentos foram quebrados e, seja lá o que ocorrer com a cotação em curto prazo, em longo termo a tendência provavelmente é bem para baixo. Eu não mais me envolverei com o desenvolvimento […]

Por Filipe Vilicic 19 jan 2016, 18h30 • Atualizado em 30 jul 2020, 23h41
  • bitcoin“Apesar de saber que o bitcoin poderia falhar, a agora inescapável conclusão de que ele falhou ainda me deixa muito triste. Os fundamentos foram quebrados e, seja lá o que ocorrer com a cotação em curto prazo, em longo termo a tendência provavelmente é bem para baixo. Eu não mais me envolverei com o desenvolvimento do bitcoin e vendi todas as minhas moedas.”

    O trecho foi extraído, e livremente traduzido, do artigo “A resolução do experimento bitcoin”, de Mike Hearn, um dos – até a publicação desse texto – maiores entusiastas e defensores do novo modelo financeiro. E pode ser lido aqui, no Medium: em inglês.

    Mas já não tinham feito o atestado de óbito do bitcoin várias vezes? Sim. Há até quem calculou em quantas situações a moeda virtual foi declarada como extinta: 89 vezes (e contando). Então, por que ouvir Hearn?

    Trata-se de um programador que abandou um emprego de 8 anos no Google para se dedicar exclusivamente à mineração – “minerador” é o nome dado aos hackers que ajudam a produzir novos bitcoins (e ganham em troca disso) – e à criação de softwares do tal dinheiro da internet. Há cinco dias, entretanto, ele resolveu sair à público para dizer que tudo deu errado. Não só pra ele, mas, pelo o que acredita, para todos do meio.

    O que mais Hearn diz:

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    “Falhou porque a comunidade falhou. O que era para ser uma nova e descentralizada forma de dinheiro que desafiava “sistematicamente importantes instituições” e “muito grande para falhar”, acabou por se tornar algo pior: um sistema completamente controlado por apenas um grupo de pessoas. Ainda pior, sua rede está à beira de um colapso técnico. Os mecanismos que deveriam prevenir esse desfecho quebraram e, como resultado, não há mais muita razão para acreditar que o bitcoin pode realmente ser melhor do que o sistema financeiro existente.”

    Aos interessados, vale ler o artigo completo, que leva à uma conclusão objetiva: “É uma crise no núcleo desse sistema”. Para Hearn, já irreversível.

    É desanimador para quem vinha investindo tempo e dinheiro na novidade. Contudo, é claro que vale destacar que ainda tem quem aposte na moeda, sim. Trata-se apenas da previsão de um “minerador”. Mas um que vinha sendo tido como um dos principais rostos e divulgadores do bitcoin mundo afora.

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    E, se quer saber, concordo com ele. O bitcoin passa por uma fase cheia de dúvidas. Sem certeza de sobrevivência. Ainda mais com a ciência de que o sistema que sustenta a moeda, por onde se realizam as transações, já vem apresentando falhas diversas. Logo, pode cair em definitivo.

    O que sobreviverá da inovação, porém, já vale por si. Como mostrou uma matéria recente de VEJA, a tecnologia que garante a segurança das negociações de bitcoins está sendo imitada por organizações financeiras tradicionais. Assim, uma das heranças do bitcoin poderá ser a maior segurança do dinheiro (real) que guardamos em bancos, ou investimos em ações em bolsas de valores.

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