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Urano, o próximo destino que a Nasa pretende explorar

Novo relatório aponta a necessidade de estudar o distante planeta gelado; uma missão poderia ser lançada em 2031 com foguetes testados pela agência

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 abr 2022, 16h43 •
  • Pela primeira vez desde que a sonda Voyager 2 passou por Urano em 1986, o distante planeta poderá receber uma nova missão na próxima década. É o que aponta o relatório Origins, Worlds, and Life: A Decadal Strategy for Planetary Science and Astrobiology 2023–2032, publicado a cada dez anos por um painel de cientistas planetários e que invariavelmente norteiam as ações da Nasa, a agência espacial norte-americana.

    O estudo do planeta poderia oferecer inúmeras respostas para mistérios que os cientistas ainda não conseguiram decifrar. Para começar, a rotação de Urano é diferente, quase como se ele estivesse de lado. Possui também um campo magnético extremamente complexo. E pode oferecer pistas sobre outros exoplanetas, já que a maioria dos mais de 5 mil corpos celestes do tipo conhecidos pelos pesquisadores têm um tamanho aproximado ao de Urano.

    Uma missão específica para Urano poderia ser enviada em 2031. Até lá, a Nasa teria um foguete comercial Falcon Heavy pronto, se o projeto fosse aprovado e completamente financiado. A espaçonave já foi testada e está operacional. Para destinos mais distantes, como Netuno, outro planeta que merece a atenção especial na Nasa, de acordo com os pesquisadores, seria necessário o lançamento de um foguete mais poderoso, como o Space Launch System, que ainda não fez um voo oficial.

    O objetivo seria enviar uma sonda capaz de analisar dados da atmosfera, composta por hidrogênio, metano e hélio, bem como algumas de suas 27 luas conhecidas, como Titania e Oberon, que são grandes o suficiente para ter água sob suas superfícias congeladas. O grande problema é o custo: de acordo com a Nature, uma missão do tipo, prevista para durar vários anos, custaria cerca de US$ 4,2 bilhões. Uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia poderia aumentar a viabilidade do projeto.

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