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Para Yuval Harari, resolver a crise climática custaria 3% do PIB mundial

Autor de best-sellers como "Homo Deus", o historiador defende o investimento em novas tecnologias e infraestrutura

Por Da Redação 18 jan 2022, 17h39

Após anos de negação da crise climática, o mundo agora passou a acreditar que nada do que fizermos daqui pra frente será suficiente para evitar o colapso. Mas quanto custaria de fato evitar o apocalipse ecológico? O preço, de acordo com o historiador israelense Yuhal Noah Harari, autor de best-sellers como Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século 21, é muito menor do que se imagina. “A maioria dos pesquisadores acredita que zerar as emissões custaria entre 2 e 3% do PIB global”, escreve Harari em artigo para a revista Time.

O historiador e sua equipe passaram semanas debruçados sobre relatórios de emissões, estudos acadêmicos e opiniões de economistas, e o resultado é sempre o mesmo: o custo de descarbonização da economia mundial fica abaixo de 5% PIB global. Atualmente, o planeta já investe cerca de 1% em energias limpas. “Ou seja, precisamos de apenas mais 2% dessa fatia da torta!”, escreve Harari.

Os cálculos, de acordo com ele, envolvem principalmente a transformação de grandes setores da economia, como transporte e geração de energia, que exigem investimentos maiores. Outras fontes de emissão, como a agricultura, podem ter seu impacto reduzido por meio de mudanças comportamentais, como a redução no consumo de carne.

Para Harari, o foco é em investimentos. “Não estamos falando de queimar pilhas de dinheiro em um grande sacrifício aos espíritos da Terra”, diz ele. “Estamos falando de investir em novas tecnologias e infraestrutura”. Além da geração de empregos e criar oportunidades econômicas, essas novas tecnologias serão rentáveis no longo prazo especialmente ao reduzir os custos futuros da população com saúde.

O historiador acredita que o principal é levar esse debate para as principais esferas públicas, tanto como forma de dar esperança sobre as reais possibilidades da humanidade de reverter a crise quanto como uma ferramenta para fazer pressão sobre o poder público. “Quando a COP 27 acontecer em 22 de novembro de 2022 no Egito, devemos dizer aos líderes reunidos que não adianta fazer promessas futuras vagas acerca de manter o aquecimento abaixo de 1,5°C. Queremos que eles peguem suas canetas e assinem um cheque de 2% do PIB global anual”, afirmou Harari.

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