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Ondas gravitacionais são detectadas pela segunda vez

Fenômeno previsto por Albert Einstein cem anos atrás e confirmado pela primeira vez em fevereiro foi novamente identificado

Por Da redação Atualizado em 17 jun 2016, 08h35 - Publicado em 15 jun 2016, 16h45

Cientistas afirmaram nesta quarta-feira (15) que detectaram, pela segunda vez, as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein 100 anos atrás e confirmadas pela primeira vez em fevereiro. De acordo com os especialistas, que apresentaram os resultados das investigações na conferência anual da American Astronomical Society, a detecção das “dobras no espaço” não foi um acaso.

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Segundo os pesquisadores, as ondas gravitacionais foram detectadas pelos aparelhos do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, na sigla em inglês) e Virgo – aparelho europeu – no dia 26 de dezembro de 2015. O fenômeno resulta da fusão de dois buracos negros em um único e imenso abismo 1,4 bilhão de anos atrás.

Os detectores do LIGO estão localizados em Livingston, na Louisiana, e Hanford, no Estado de Washington. O detector de Louisiana percebeu as ondas primeiro, e o de Washington, 1,1 milissegundo mais tarde. Os cientistas usaram a diferença de tempo para calcular dados dos buracos negros e de sua fusão.

Segundo os pesquisadores, o primeiro sinal detectado refletia a fusão de buracos negros com massas de 29 e 36 vezes a do Sol. O segundo sinal é resultado da fusão de um par mais modesto, com massas de 14 e 8 vezes a do Sol. “Estamos começando a vislumbrar um tipo de informação astronômica nova, que só pode vir de detectores de ondas gravitacionais”, disse David Shoemaker, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigioso MIT.

Primeira detecção – Em setembro de 2015, aparelhos do LIGO detectaram pela primeira vez as ondas gravitacionais. Os resultados das análises, no entanto, foram divulgados apenas em fevereiro deste ano. O acontecimento representou um marco na física e na astronomia, uma vez que essas minúsculas distorções no espaço-tempo – aquilo que os físicos descrevem metaforicamente como o tecido do universo, o ambiente dinâmico onde todos os acontecimentos transcorrem – eram a única parte da Teoria da Relatividade Geral de Einstein que ainda não havia sido confirmada pela ciência.

(Com Reuters)

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