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O que se sabe sobre o Macrobrachium rosenbergii, que invadiu as águas do Pará

Também conhecido como camarão-da-malásia ou camarão-gigante-da-malásia, é uma espécie de crustáceo de água doce

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2025, 17h01 • Atualizado em 6 fev 2025, 10h30
  • O Macrobrachium rosenbergii, também conhecido como camarão-da-malásia ou camarão-gigante-da-malásia, ou ainda camarão gigante azul, é uma espécie de crustáceo de água doce originária do Indo-Pacífico que tem causado preocupação entre os pescadores do Pará devido ao seu caráter invasor, embora seja comestível e tenha carne reconhecidamente saborosa. Introduzido no Brasil em 1977 para fins de aquicultura, o M. rosenbergii se estabeleceu na foz do Rio Amazonas.

    Esse camarão é de grande porte, com machos adultos que podem atingir até 32 centímetros e fêmeas, até 25 centímetros. Machos dominantes exibem garras longas, que podem ser o dobro do comprimento do seu corpo. Sua coloração varia, sendo azulada em adultos e apresentando um padrão tigrado em juvenis. M. rosenbergii tem um ciclo de vida que depende de águas salobras para o desenvolvimento larval, o que geralmente limita sua expansão em áreas continentais. No entanto, a espécie encontrou condições favoráveis para a reprodução na região do Pará, com fêmeas ovígeras sendo capturadas em estuários, indicando que a espécie está se reproduzindo no ambiente natural.

    Espécie predadora

    O M. rosenbergii é uma espécie agressiva e carnívora, o que o torna um predador de outros animais aquáticos, incluindo peixes e outros camarões, além de também apresentar comportamento canibal. Essa característica, juntamente com sua voracidade, pode levar a um desequilíbrio nas populações de camarões nativos, impactando a biodiversidade local. Além disso, o M. rosenbergii é conhecido por ser um transmissor do vírus da WSS (White Spot Syndrome), o que representa uma ameaça adicional às espécies nativas de camarão.

    Apesar de sua importância comercial na aquicultura, com produção mundial que ultrapassou 227.000 toneladas em 2007, a presença de M. rosenbergii em ecossistemas naturais causa preocupação. Os pescadores artesanais da região amazônica já estão coletando essa espécie. O estabelecimento de populações do M. rosenbergii no Pará ressalta a necessidade de monitoramento e medidas de controle para mitigar os impactos ambientais negativos causados por essa espécie exótica.

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    É importante destacar que a espécie é tolerante a uma ampla faixa de temperaturas, entre 14 e 35 graus, mas se desenvolve melhor entre 28 e 31 graus, e prefere um pH alcalino de 7,0 a 8,5. Sua dieta inclui desde algas e animais mortos até ração de peixes.

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