Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Lua Negra acontece nesta sexta. Conheça sua verdadeira história

Lua Negra é o nome dado à segunda Lua nova em um mês; ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a Lua não mudará de cor

Por Da redação
29 set 2016, 16h30

A Lua Negra, “fenômeno” que acontece na noite desta sexta-feira (30), está enlouquecendo a internet. O motivo, no entanto, não passa de uma coincidência. “Enquanto a Lua Azul é a segunda Lua cheia de um mês, a Lua Negra é o nome dado à segunda Lua nova no mesmo mês. É apenas uma coincidência de calendário; nada muda no céu”, afirma Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). “É importante lembrar que não, em nenhuma das ocasiões, a Lua muda de cor”, afirma o astrônomo.

A última vez que a Lua Negra aconteceu foi em março de 2014 e a próxima ocorrência está prevista apenas para agosto de 2019. No Brasil, o “fenômeno” acontecerá às 21h12, mas não poderá ser visto no céu: assim como qualquer Lua nova, sua face iluminada não estará voltada para a Terra.

Leia também:
Prepare-se para a superlua deste sábado
Como a Lua surgiu? Novo estudo pode acabar com o mistério

De acordo com Rojas, mesmo que a Lua Negra não tenha, exatamente, nada de peculiar, ela atrai muita atenção de pessoas que seguem a religião wicca, realizam rituais ou acreditam na influência da Lua – graças ao nome que é dado a ela. Do ponto de vista astronômico, no entanto, o evento não passa de uma Lua nova comum e não é considerado tão raro – já que acontece a cada dois anos, aproximadamente. Uma dica é aproveitar para observar os astros. “Assim como qualquer Lua nova, a Lua Negra não aparece no céu e isso facilita a observação de estrelas”, afirma Rojas.

Mas, o que essas luas têm de interessante? A história. O Farmer’s Almanac foi uma publicação centenária americana; nela, os escritores nomearam a terceira Lua cheia (de uma sequência de quatro em uma mesma estação) de Lua Azul. Esta foi a primeira denominação criada para a ocorrência de um tipo de lua. De acordo com Rojas, a partir desse almanaque as pessoas passaram a nomear a ocorrência de outras luas – e, assim, surgiu a Lua Negra.

Continua após a publicidade

A história da Lua Azul

“No século XIX, para contar os meses de uma estação e se preparar para a entrada da próxima, as pessoas utilizavam as Luas: como o ano possui quatro estações distintas e temos 12 meses, cada estação teria 3 meses. Para saber quando a estação iria mudar, eram contados os números de Luas cheias; a cada três Luas cheias, mudava a estação – e a terceira Lua, portanto, anunciava essa mudança”, explica Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo, da Universidade federal do rio de Janeiro (UFRJ).

O problema é que a contagem de períodos lunares é de 29 dias, enquanto nossos meses têm entre 30 e 31 dias. Isso fez com que, em determinadas estações, ao invés de três luas, quatro Luas cheias participassem de um ciclo – ou seja, a terceira lua não era exatamente a que anunciava a entrada da próxima estação. A essa lua específica (a terceira de uma sequência de quatro luas) foi dado o nome de Blue Moon. “No inglês antigo, o nome dado à Blue Moon não significava Lua Azul, mas sim Lua Traidora: justamente porque não anunciava o final de uma estação, mas ‘enganava’ as pessoas. A tradução original foi perdida com os aprimoramentos da língua e substituição do termo original por ‘blue’ (azul, em inglês). Assim, hoje a chamamos de Lua Azul”, disse Mello.

A partir de meados do século XX, um astrônomo amador confundiu a denominação original da Lua Azul e acabou por apelidar a segunda Lua cheia de um único mês de Lua Azul: isso fez com que, dentre as denominações, existissem dois “tipos” de Luas Azuis – a da denominação original, e a nova denominação astrônomo amador (mais utilizada por cientistas atualmente).

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.