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Jovem brasileira recebe prêmio da ONU por solução para filtrar água

Cientistas com menos de 30 anos foram reconhecidos por desenvolverem ideias inovadoras para resolverem problemas globais

Por Jennifer Ann Thomas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
18 set 2019, 17h49

Aos 21 anos, a brasileira Anna Luisa Beserra, formada em biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia, foi uma das vencedoras do Prêmio Jovens Campeões da Terra, promovido pela Organização das Nações Unidas. Ela é a primeira brasileira a ganhar a competição. Ao todo, sete jovens de diferentes regiões — África, América do Norte, América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico, Europa e Ásia Ocidental — foram selecionados e receberão os prêmios no dia 26 de setembro, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Cúpula de Ação Climática.

Anna Luisa, que entrou na faculdade em 2015, começou a desenvolver o projeto Aqualuz em 2013, ainda no Ensino Médio. Durante as aulas em que aprendeu sobre a seca no semiárido, a cientista se motivou a criar algo que pudesse solucionar o problema. “Aquela foi a minha grande oportunidade. Sempre quis ser cientista e vi na escola uma oportunidade para criar uma tecnologia viável e de baixo custo”, afirmou.

O Aqualuz é um filtro que purifica a água da chuva coletada por cisternas instaladas em áreas rurais, onde a água tratada não é acessível. Mais de um milhão de pessoas sofrem por falta de acesso a água no Brasil.

Com a invenção de Anna Luisa, a água da cisterna é purificada por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o líquido está seguro para o consumo. De fácil manutenção, o sistema pode durar até 20 anos.

No primeiro semestre da faculdade, Anna Luisa fundou uma startup com o apoio do Academic Working Capital, do Instituto TIM. A partir dali, o desafio foi entender a forma de encontrar um modelo de negócios sustentável e manter o objetivo de atingir o maior número de pessoas beneficiadas possível. Atualmente, a tecnologia já é um produto presente em cinco estados da região nordeste e com 53 unidades implantadas em propriedades rurais.

Para a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Inger Andersen, “o planeta com estresse hídrico está sofrendo o peso da extração incessante, da poluição e da mudança climática. É necessário encontrarmos novas formas de proteger, reciclar e reutilizar esse precioso recurso. Tornar a água potável acessível e segura a todos e todas é vital para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

O reconhecimento após o anúncio do prêmio da ONU motivou a cientista a querer ir além. “É um estímulo para melhorar o modelo de negócios e conseguir novas parcerias. Quero ter pontos de partida para expandir a tecnologia para a África, Índia e outros países da América Latina. Quanto mais unidades implantadas, maior o número de pessoas beneficiadas. Quero desenvolver a tecnologia para mudar vidas”, concluiu.

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