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Grã-Bretanha fecha estação de pesquisa na Antártica

Duas grandes rachaduras no gelo forçaram o fechamento da estação Halley VI durante o inverno, entre março e novembro

Por Da Redação
17 jan 2017, 18h47

Uma base de pesquisa da Grã-Bretanha na Antártica ficará fechada durante este ano devido a duas grandes rachaduras na placa de gelo sobre a qual está construída. O temor dos cientistas é que as rachaduras se rompam, dando origem a gigantescos icebergs e, se isso acontecer, a base, chamada Halley VI, poderia ser destruída. Os dezesseis pesquisadores que ficariam na estação no período de inverno, entre março e novembro, irão para casa e a base será levada para longe das rachaduras.

Base na Antártica

A base britânica está localizada na plataforma de gelo Brunt, no mar de Weddell, parte do Oceano Antártico. Segundo o Instituto de Pesquisa Antártico Britânico (BAS, na sigla em inglês), responsável pela Halley VI, nenhum pesquisador corre perigo no momento. Há 88 pesquisadores que trabalham na base, a maior parte deles durante os meses de verão. Contudo, se a rachadura aumentar durante os meses de inverno, em que as temperaturas caem drasticamente e os dias são de completa escuridão, a evacuação dos pesquisadores seria muito difícil.

Uma das rachaduras, localizada a sete quilômetros da base, existe há 35 anos, mas em 2012 demonstrou sinais de crescimento. A outra apareceu em outubro de 2016. Segundo Tim Stockings, diretor de operações da Halley VI, a estação estará pronta para ser reocupada assim que o inverno antártico acabar. “O que decidimos fazer, devido às incertezas combinadas a nossa incapacidade de nos mudar no inverno – não há aeronaves no continente, é escuro e muito frio –, é que a coisa mais prudente a se fazer é retirar os pesquisadores, fechar a estação e voltar no próximo verão”, afirmou à rede britânica BBC.

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A Halley VI é uma das três estações britânicas na Antártica, que existe desde 1956. A base tem importância global por fornecer dados sobre o clima na Terra, na atmosfera e no espaço. O buraco na camada de ozônio foi descoberto graças aos dados capturados pela estação, em 1985.

Rachaduras no gelo

Na última quinta-feira, pesquisadores informaram que um gigantesco iceberg, considerado um dos dez maiores do mundo, está perto de se soltar da Antártica. O bloco de 5.000 quilômetros quadrados, área equivalente à do Distrito Federal, é resultante de uma grande rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Antártica, que se expandiu abruptamente no mês passado. Apenas vinte quilômetros de gelo impedem que o imenso bloco se solte da plataforma e se torne um iceberg de 80 quilômetros de comprimento. Segundo os cientistas, rachaduras como essa existem há décadas, mas têm se intensificado nos últimos anos.

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