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Estudo revela o que humanos pré-históricos consumiam como dieta básica

Pesquisa revela que antigos caçadores-coletores dependiam muito de alimentos vegetais

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jan 2025, 17h00 • Atualizado em 8 jan 2025, 22h57
  • Um novo estudo arqueológico realizado nas margens do Rio Jordão, ao sul do Vale de Hula, no norte de Israel, lança luz sobre os hábitos alimentares dos primeiros humanos, desafiando a visão tradicional sobre dietas pré-históricas. A pesquisa revela que antigos caçadores-coletores dependiam muito de alimentos vegetais, particularmente plantas amiláceas (cenoura, beterraba, nabo, espinafre, alface, brócolis, repolho e agrião, cebola, alho e alho-poró), como principal fonte de energia. A descoberta sugere que, ao contrário da crença popular, a dieta dos primeiros hominídeos não era focada apenas em proteína animal, mas sim em uma variedade de alimentos vegetais.

    O estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) concentra-se na descoberta de grãos de amido de aproximadamente 780.000 anos, encontrados em ferramentas de basalto em um antigo sítio de assentamento próximo a Gesher Benot Ya’akov. O local, situado às margens do antigo Lago Hula, forneceu uma riqueza de evidências, incluindo mais de 20 camadas de assentamento, restos fossilizados de animais e vestígios de plantas, como sementes e frutas.

    A pesquisa contradiz a narrativa predominante de que as dietas humanas antigas eram baseadas principalmente em proteína animal, como sugestão da popular “dieta paleo”. Muitas dessas dietas baseiam-se na interpretação de ossos de animais encontrados em sítios arqueológicos, com alimentos vegetais raramente preservados. No entanto, a descoberta de grãos de amido em ferramentas antigas fornece uma nova visão sobre o papel central das plantas, particularmente tubérculos, nozes e raízes ricos em amido, que são vitais para suprir as demandas de energia do cérebro humano.

    Amido

    Os grãos de amido foram encontrados em martelos e bigornas de basalto — ferramentas usadas para quebrar e triturar alimentos vegetais. Essas ferramentas, as primeiras evidências de processamento humano de alimentos vegetais, foram usadas para preparar uma variedade de plantas, incluindo: Bolotas; Cereais; Leguminosas; Plantas aquáticas, como o lírio-d’água amarelo e a castanha-de-água (uma espécie extinta na região). Os pesquisadores também identificaram restos microscópicos como grãos de pólen, pelos de roedores e penas.

    “Esta descoberta destaca a importância dos alimentos vegetais na evolução de nossos ancestrais”, disse o Dr. Hadar Ahituv, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Haifa, por meio de comunicado. “Agora entendemos que os primeiros hominídeos coletavam uma grande variedade de plantas durante todo o ano, que eles processavam usando ferramentas feitas de basalto. Esta descoberta abre um novo capítulo no estudo das dietas humanas primitivas e sua profunda conexão com alimentos vegetais.”

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    As descobertas também oferecem insights sobre os comportamentos sociais e cognitivos dos primeiros humanos. O uso de ferramentas para processar plantas sugere um alto nível de cooperação e estrutura social, já que os hominídeos operavam como parte de grupos sociais maiores. Sua capacidade de utilizar uma gama diversificada de recursos de ambientes aquáticos e terrestres demonstra um profundo conhecimento de seu entorno, semelhante aos humanos modernos de hoje. A descoberta marca um marco significativo no campo dos estudos pré-históricos e fornece evidências valiosas sobre os hábitos alimentares de nossos ancestrais, oferecendo novas perspectivas sobre a evolução humana e o desenvolvimento de sociedades complexas.

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