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Estudo: Centenários possuem genes que protegem o DNA

Pesquisa pode ajudar cientistas a entenderem o porquê de algumas pessoas viverem tanto e tão bem

Por Sabrina Brito Atualizado em 12 Maio 2021, 16h13 - Publicado em 12 Maio 2021, 15h44

Uma nova pesquisa, conduzida por especialistas da italiana Universidade de Bolonha, revelou que pessoas acima de 105 anos costumam apresentar genes cuja ação torna seus organismos mais eficazes na reparação de DNA. O estudo foi publicado no último dia 4 no periódico científico eLife.

A pesquisa baseou-se na comparação do material genético de um grupo de pessoas de 105 anos e de outro grupo, formado por adultos de idade média de 68 anos, da mesma região italiana. Trata-se do levantamento mais detalhado, até o momento, dos genomas de indivíduos de idade tão avançada.

Os novos resultados foram analisados em conjunto com os dados obtidos por outro estudo, anteriormente publicado, que analisou mais de 330 italianos centenários.

Os cientistas detectaram cinco alterações genéticas de dois genes que eram mais comuns entre os centenários. Um deles, denominado STK17A e ativo com maior intensidade nos mais velhos, está relacionado à saúde das células, sendo responsável por coordenar a resposta celular ao dano ao DNA, por exemplo.

Além disso, a equipe descobriu, ao medir a quantidade de mutações naturais acumuladas por cada grupo, que os centenários apresentavam uma taxa muito menor de mutação em quase todos os genes verificados. De acordo com os pesquisadores, isso pode ter contribuído para protegê-los contra males como doenças cardíacas.

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