Da lama ao caos: após água chegar a dois metros, moradores tentam voltar à rotina
População do Jardim Esperança conta a VEJA como está enfrentando as consequências da tragédia climática que se abateu sobre Juiz de Fora
O Rio Paraibuna, que corta a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, subiu quase dois metros em relação ao seu nível normal e chegou a 3,90 metros, segundo a Defesa Civil. Com um nível ainda muito alto quase vinte horas depois de ter superado a sua calha, a força de suas águas, a lama e terra que deslizou dos morros da cidade criaram um clima de caos em alguns pontos da cidade.
No Jardim Esperança, um dos bairros visitados pela reportagem de VEJA, a água invadiu muitas casas, como a de Arthur Albano. O alagamento não é incomum na residência da família, já aconteceu em outros anos, mas nunca da forma como se deu nas últimas horas. Colocar os móveis para cima não adiantou desta vez. O prejuízo ainda está incalculável. O imóvel fica na rua Padre Acácio Duarte. O bairro, que é saída para o município de Bicas, margeia o córrego que o separa da BR-267, onde o trânsito ficou completamente interditado até o início da manhã.
Albano registrou o momento do temporal e o nível da água subindo pela rua. Janelas foram invadidas pela correnteza. Os entulhos gerados se acumulam aos montes pelas calçadas. Os moradores permaneciam no trabalho de limpeza, que parecia não ter fim. Fernando Ferraz veio ajudar o irmão comerciante, cujos açougue e loja agropecuária foram tomados pela água.
As doações também chegavam a todo momento. Vitória Alves e Juliana Mendes passaram o dia ajudando os tios comerciantes e distribuindo doações. Moradoras da região, elas relembraram o momento em que, durante a tempestade, viram os vizinhos subindo no telhado para se afastarem da água.
Veja abaixo vídeos com personagens do bairro relatando as dificuldades para superar o caos instaurado pelas chuvas:
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