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Como o álcool em gel mata os vírus e as bactérias

Em tempos de coronavírus, ainda existem dúvidas sobre como o produto funciona e em quais situações ele tem sua eficácia comprovada

Por Sabrina Brito Atualizado em 6 abr 2020, 18h11 - Publicado em 6 abr 2020, 15h08

Com medo de contágio, os géis antibacterianos de álcool, também chamados de desinfetantes para as mãos, se tornaram um item raro nas prateleiras dos mercados e farmácias. Mas como eles funcionam de fato?

Primeiramente, é importante lembrar que não é todo álcool que funciona como higienizador. Estudos apontam que apenas aqueles de concentração maior do que 60% são efetivos contra uma ampla gama de micro-organismos.

Também, quanto mais concentrado o produto, mais efetivo ele é. Segundo pesquisas, a eficiência máxima dos álcool que compramos é encontrada nas mercadorias com concentração de 90% a 95%. Em produtos de alta porcentagem é importante que uma quantidade mais generosa seja colocada na área que será higienizada, uma vez que o álcool se torna mais volátil e pode evaporar antes de atingir todas as partes da pele.

Mas por que o álcool é uma boa forma de higienizar as mãos ou superfícies? De forma geral, o álcool é capaz de interferir no metabolismo dos patógenos, sobretudo devido ao seu poder de quebrar proteínas. Assim, a estrutura dos micro-organismos causadores de doenças, muitas vezes composta de proteínas, fica prejudicada e não consegue ter ação sobre as células do corpo.

 

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