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Cientistas demonstram como as abelhas enxergam o mundo

O sistema será utilizado para teste de estratégias de navegação em pequenos robôs

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 17h15 - Publicado em 6 ago 2010, 12h52

Os humanos geralmente conseguem enxergar o que está exatamente em sua frente, mas as abelhas conseguem perceber quase um círculo completo. Os olhos do inseto são equipados com um campo de visão de 280 graus, mais de duas vezes e meia os 100 graus que formam o campo de visão humano. Isso quer dizer que as abelhas conseguem perceber mais de três quartos do ambiente que as envolve. E para ver como é esse mundo, pesquisadores recriaram um sistema que imita o campo de visão do inseto possibilitando que robôs portáteis e pequenos veículos voadores sejam construídos com novas características. A pesquisa, publicada nesta sexta-feira no periódico britânico Bioinspiration & Biomimetics, descreve como os pesquisadores da Universidade de Bielefeld, Alemanha, construíram um olho artificial de abelha completo, com uma câmera. O experimento esclarece como funciona o complexo sistema de sensores, processamento e navegação da abelha. O olho artificial consegue alcançar um campo de visão comparável ao de uma abelha e consiste em uma pequena lente espelhada ligada a uma câmera de vídeo USB. Ao combinar a superfície refletiva com as lentes que cobrem o campo frontal, a câmera permitiu que os pesquisadores registrassem imagens únicas mostrando como seria o mundo à partir do ponto de vista da abelha.

Olho artificial da abelha ()

O processo gerou duas imagens: uma central e uma externa, que combinadas formam a fotografia completa. Porém, não é a versão perfeita da visão das abelhas. Por exemplo, elas não conseguem enxergar o vermelho, dando uma tonalidade lilás ao mundo. No futuro, os cientistas esperam incluir o ultra-violeta para reproduzir completamente o espectro de cores da visão da abelha. Isso é importante porque as abelhas utilizam essa região de cor para reconhecer e diferenciar flores. Além disso, também será incluída a visão polarizada, que as ajuda na orientação de sentido e direção. Os pesquisadores acreditam que, apesar das limitações do modelo que criaram, o sistema será utilizado para simulação de agentes em ambientes virtuais e para teste de estratégias de navegação em pequenos robôs.


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