Calmantes naturais funcionam? O que a ciência diz sobre maracujá, valeriana e erva-cidreira
Plantas medicinais podem aliviar sintomas leves de ansiedade, mas não substituem tratamentos médicos nem atuam na causa do problema
O uso de plantas como maracujá, valeriana e erva-cidreira para “acalmar os nervos” tem respaldo científico, mas com limites claros. Estudos mostram que esses chamados calmantes naturais podem promover relaxamento e aliviar sintomas leves de ansiedade, desde que utilizados como complemento — e não substituto — de tratamentos psicológicos ou psiquiátricos.
A ação dessas plantas está ligada à presença de compostos bioativos que interagem com o sistema nervoso central. Essas substâncias podem potencializar o relaxamento ou inibir estímulos nervosos, contribuindo para a redução do estresse em situações pontuais.
O que caracteriza a ansiedade?
A ansiedade é uma resposta natural do organismo, mas passa a exigir atenção quando se torna intensa ou persistente. Nesses casos, pode comprometer o bem-estar e as relações sociais.
Entre os principais sintomas estão medo, insegurança, apreensão e preocupação excessiva, mesmo na ausência de risco real. Em quadros mais graves, também podem surgir manifestações físicas, como taquicardia e falta de ar.
Quando o tratamento médico é necessário?
Casos leves e moderados costumam ser tratados com psicoterapia. Já quadros mais graves podem exigir o uso de medicamentos controlados, como ansiolíticos e antidepressivos.
Apesar da eficácia dessas abordagens, a preocupação com possíveis efeitos colaterais leva muitos pacientes a buscar inicialmente alternativas naturais. Ainda assim, especialistas reforçam que essas opções não tratam a causa da ansiedade e não são suficientes para casos intensos ou persistentes.
Como o maracujá atua no organismo?
Conhecido popularmente como calmante, o maracujá tem efeito comprovado pela ciência. No entanto, as propriedades relaxantes estão concentradas principalmente nas folhas, flores, raízes e caules — não no fruto em si.
A planta, identificada como Passiflora incarnata, atua no sistema nervoso central ao potencializar a ação do neurotransmissor ácido gama-aminobutírico, responsável por regular a atividade das células nervosas. Esse mecanismo está associado a efeitos sedativos e ansiolíticos.
Pesquisas indicam que o extrato do maracujá pode auxiliar no alívio da ansiedade, especialmente em situações de estresse agudo. A substância também pode contribuir para reduzir insônia e sintomas de abstinência.
O que diferencia a valeriana?
A valeriana, ou Valeriana officinalis, utiliza principalmente o rizoma — um tipo de caule subterrâneo — e as raízes secas para fins medicinais.
Seus efeitos estão associados ao ácido valerêncio, que atua no cérebro impedindo a degradação do GABA (ácido gama-aminobutírico). Com isso, os efeitos inibitórios entre os neurônios se prolongam, favorecendo o relaxamento.
Estudos com extratos da planta indicam redução da ansiedade e melhora na qualidade do sono, tanto na duração quanto na diminuição da sonolência ao longo do dia.
A erva-cidreira também ajuda?
A erva-cidreira, conhecida cientificamente como Melissa officinalis, é geralmente consumida na forma de chá preparado com suas folhas. Evidências científicas apontam que a planta pode ajudar no alívio de sintomas leves de ansiedade.
Seu mecanismo de ação é semelhante ao da valeriana, inibindo a quebra do GABA e elevando os níveis desse neurotransmissor no cérebro. Além disso, a planta possui compostos com propriedades sedativas, antioxidantes e anti-inflamatórias.
Qual é o papel real dos calmantes naturais?
Apesar dos efeitos observados, o papel dessas plantas é limitado. Elas podem oferecer alívio pontual e contribuir para o relaxamento, mas não atuam na origem da ansiedade.
Por isso, seu uso deve ser encarado como complementar. Em casos mais intensos ou persistentes, a avaliação e o acompanhamento profissional continuam sendo essenciais para um tratamento adequado.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





