Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Calmantes naturais funcionam? O que a ciência diz sobre maracujá, valeriana e erva-cidreira

Plantas medicinais podem aliviar sintomas leves de ansiedade, mas não substituem tratamentos médicos nem atuam na causa do problema

Por Redação VEJA Saúde 17 mar 2026, 13h07 • Atualizado em 18 mar 2026, 10h56
  • O uso de plantas como maracujá, valeriana e erva-cidreira para “acalmar os nervos” tem respaldo científico, mas com limites claros. Estudos mostram que esses chamados calmantes naturais podem promover relaxamento e aliviar sintomas leves de ansiedade, desde que utilizados como complemento — e não substituto — de tratamentos psicológicos ou psiquiátricos.

    A ação dessas plantas está ligada à presença de compostos bioativos que interagem com o sistema nervoso central. Essas substâncias podem potencializar o relaxamento ou inibir estímulos nervosos, contribuindo para a redução do estresse em situações pontuais.

    O que caracteriza a ansiedade?

    A ansiedade é uma resposta natural do organismo, mas passa a exigir atenção quando se torna intensa ou persistente. Nesses casos, pode comprometer o bem-estar e as relações sociais.

    Entre os principais sintomas estão medo, insegurança, apreensão e preocupação excessiva, mesmo na ausência de risco real. Em quadros mais graves, também podem surgir manifestações físicas, como taquicardia e falta de ar.

    Quando o tratamento médico é necessário?

    Casos leves e moderados costumam ser tratados com psicoterapia. Já quadros mais graves podem exigir o uso de medicamentos controlados, como ansiolíticos e antidepressivos.

    Apesar da eficácia dessas abordagens, a preocupação com possíveis efeitos colaterais leva muitos pacientes a buscar inicialmente alternativas naturais. Ainda assim, especialistas reforçam que essas opções não tratam a causa da ansiedade e não são suficientes para casos intensos ou persistentes.

    Continua após a publicidade

    Como o maracujá atua no organismo?

    Conhecido popularmente como calmante, o maracujá tem efeito comprovado pela ciência. No entanto, as propriedades relaxantes estão concentradas principalmente nas folhas, flores, raízes e caules — não no fruto em si.

    A planta, identificada como Passiflora incarnata, atua no sistema nervoso central ao potencializar a ação do neurotransmissor ácido gama-aminobutírico, responsável por regular a atividade das células nervosas. Esse mecanismo está associado a efeitos sedativos e ansiolíticos.

    Pesquisas indicam que o extrato do maracujá pode auxiliar no alívio da ansiedade, especialmente em situações de estresse agudo. A substância também pode contribuir para reduzir insônia e sintomas de abstinência.

    O que diferencia a valeriana?

    A valeriana, ou Valeriana officinalis, utiliza principalmente o rizoma — um tipo de caule subterrâneo — e as raízes secas para fins medicinais.

    Continua após a publicidade

    Seus efeitos estão associados ao ácido valerêncio, que atua no cérebro impedindo a degradação do GABA (ácido gama-aminobutírico). Com isso, os efeitos inibitórios entre os neurônios se prolongam, favorecendo o relaxamento.

    Estudos com extratos da planta indicam redução da ansiedade e melhora na qualidade do sono, tanto na duração quanto na diminuição da sonolência ao longo do dia.

    A erva-cidreira também ajuda?

    A erva-cidreira, conhecida cientificamente como Melissa officinalis, é geralmente consumida na forma de chá preparado com suas folhas. Evidências científicas apontam que a planta pode ajudar no alívio de sintomas leves de ansiedade.

    Seu mecanismo de ação é semelhante ao da valeriana, inibindo a quebra do GABA e elevando os níveis desse neurotransmissor no cérebro. Além disso, a planta possui compostos com propriedades sedativas, antioxidantes e anti-inflamatórias.

    Continua após a publicidade

    Qual é o papel real dos calmantes naturais?

    Apesar dos efeitos observados, o papel dessas plantas é limitado. Elas podem oferecer alívio pontual e contribuir para o relaxamento, mas não atuam na origem da ansiedade.

    Por isso, seu uso deve ser encarado como complementar. Em casos mais intensos ou persistentes, a avaliação e o acompanhamento profissional continuam sendo essenciais para um tratamento adequado.

    VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).