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Austrália declara guerra aos gatos

Com a alegação de preservar a vida selvagem, país planeja matar 2 milhões de gatos nos próximos cinco anos

Até 2020, a Austrália planeja matar 2 milhões de gatos. A guerra aos bichanos foi declarada na última semana por preocupações com a vida selvagem: de acordo com estudos australianos, das 29 espécies de mamíferos extintas nos últimos 200 anos, 28 desapareceram por causa dos gatos, principalmente os que vivem em bandos na rua.

O governo federal vai usar iscas com veneno e criou um aplicativo chamado FeralCatScan, para que os habitantes avisem as autoridades sobre regiões com grande número de gatos. De acordo com estimativas, existem cerca de 20 milhões desses felinos no país, que matam 75 milhões de animais silvestres todos os dias. Os mais ameaçados pelos pequenos predadores são os pássaros, como periquitos e papagaios. Na última semana, o ministro do meio ambiente, Greg Hunt, disse que uma “guerra ao felinos” é necessária para prevenir extinções futuras.

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“É importante enfatizar que não os odiamos. No entanto, não podemos mais tolerar o mal que estão fazendo para a vida selvagem do país. Mais de 120 espécies nativas estão em risco de extinção por causa dos gatos”, disse Gregory Andrews, autoridade do governo australiano responsável pela proteção das espécies ameaçadas.

Ameaça felina – Muitos países reuniram evidências de que o gato, um dos mais competentes predadores entre os mamíferos, está envolvido na extinção de muitos animais. Em 2013, uma meta-análise feita pelo Smithsonian Conservation Biology Institute, renomada instituição de conservação americana, revelou que, no país, os 84 milhões de gatos domésticos, junto com os 30 milhões “de rua”, matam anualmente 4 bilhões de pássaros. Eles também eliminam entre 6 bilhões a 22 bilhões de pequenos mamíferos, como esquilos e coelhos.

Além da Austrália, países como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha estão preocupados com o crescimento dos gatos, associado ao aumento do ritmo de extinção de pequenas espécies. Todas essas nações cogitam replicar o método australiano como estratégia para reduzir o número de espécies ameaçadas.

(Da redação)