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Astrônomos encontram galáxia quase totalmente feita de matéria escura

A descoberta pode levar aos pesquisadores a explicarem a estrutura do Universo

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2026, 17h47 • Atualizado em 6 mar 2026, 19h04
  • A identificação de uma galáxia quase invisível pode ajudar a explicar um fenômeno que qualquer pessoa consegue perceber ao olhar para o céu: por que vemos tantas estrelas e galáxias organizadas em estruturas estáveis no Universo. Usando o Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, pesquisadores encontraram uma galáxia com quantidade extremamente pobre de estrelas, batizada oficialmente de Candidate Dark Galaxy-2 (CDG-2), que pode ser composta por cerca de 99,9% de matéria escura. Se a estimativa for confirmada por novas observações, pode se tratar da galáxia mais dominada por matéria escura já identificada — possivelmente entre os sistemas mais escuros já detectados.

    Trata-se de uma forma de matéria que não emite, não reflete e nem absorve luz, o que significa que não pode ser observada diretamente por telescópios. Mesmo invisível, os cientistas sabem que ela existe porque exerce gravidade e influencia o movimento de estrelas e galáxias. Ela é considerada a principal responsável por manter o Universo estruturado. Embora não possa ser vista diretamente, ela exerce gravidade e funciona como uma espécie de “esqueleto cósmico”, sustentando galáxias e aglomerados de galáxias. Hoje, os cientistas estimam que ela seja cerca de cinco vezes mais abundante do que a matéria comum — aquela que forma estrelas, planetas e todos os objetos visíveis. Sem essa estrutura invisível, muitas galáxias simplesmente não conseguiriam manter suas estrelas orbitando juntas, o que alteraria profundamente a aparência do céu noturno.

    É justamente por isso que descobertas como a da CDG-2 são importantes. Ao estudar uma galáxia composta quase totalmente de matéria escura, os astrônomos conseguem observar de forma mais “pura” o comportamento dessa substância misteriosa. Em galáxias como a Via Láctea, onde está o Sistema Solar, a matéria escura também domina a massa total, mas está misturada a bilhões de estrelas, gás e poeira cósmica, o que torna sua análise muito mais complexa.

    Outro aspecto relevante é que objetos como a CDG-2 pertencem à categoria das chamadas galáxias de baixo brilho superficial — sistemas com pouquíssimas estrelas visíveis. Isso significa que elas praticamente desaparecem nas observações tradicionais, sendo detectadas apenas com telescópios extremamente sensíveis. Desde a década de 1980, milhares dessas galáxias foram identificadas, mas encontrar um exemplo tão extremo pode ajudar a esclarecer como elas se formam e por que algumas produzem tão poucas estrelas.

    Compreender esse processo ajuda a responder a uma pergunta fundamental da astronomia: como o Universo construiu as estruturas que vemos hoje no céu. Em última análise, entender o papel da matéria escura ajuda os cientistas a explicar por que o firmamento apresenta a quantidade e a distribuição de estrelas e galáxias que observamos — conectando descobertas sobre regiões distantes do cosmos à experiência cotidiana de simplesmente olhar para o céu à noite.

     

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