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Astronauta retirado da Estação Espacial Internacional fala após problema de saúde

Missão Crew-11 foi encurtada em janeiro após 'evento médico' a bordo do laboratório orbital; retorno permitiu exames que não podem ser feitos no espaço

Por Ligia Moraes 25 fev 2026, 17h10 • Atualizado em 25 fev 2026, 17h32
  • O astronauta americano Mike Fincke afirmou nesta quarta-feira 25 que está “muito bem” após ter sido retirado da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em janeiro por causa de um problema de saúde. A informação foi divulgada em comunicado oficial da agência espacial dos Estados Unidos, que até então não havia revelado a identidade do tripulante envolvido no chamado “evento médico”.

    Fincke, de 58 anos, declarou que segue em “reabilitação padrão pós-voo” na sede da agência, em Houston, no Texas. Ele relatou que, no dia 7 de janeiro, enfrentou uma situação médica que exigiu atendimento imediato de seus colegas de tripulação.

    “Graças à resposta rápida deles e à orientação dos nossos médicos de voo, meu estado rapidamente se estabilizou”, afirmou.

    O que levou à retirada antecipada?

    O episódio levou a agência espacial a encurtar a missão Crew-11, composta por Fincke e pela astronauta americana Zena Cardman, além do japonês Kimiya Yui e do cosmonauta russo Oleg Platonov. O grupo estava a bordo do laboratório orbital quando o problema ocorreu.

    Segundo Fincke, o retorno à Terra não foi motivado por uma emergência crítica, mas por uma decisão estratégica para permitir a realização de exames de imagem médica avançados que não estão disponíveis na estação espacial. Ele não divulgou detalhes sobre o diagnóstico ou a natureza do problema de saúde.

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    A cápsula com os quatro tripulantes pousou na costa da Califórnia no dia 15 de janeiro.

    Qual era o objetivo da missão?

    A missão Crew-11 integra o programa de rotação de tripulação da Estação Espacial Internacional, responsável por manter o laboratório orbital permanentemente habitado. O principal objetivo era levar uma nova equipe ao espaço para substituir parte dos astronautas que já estavam a bordo e garantir a continuidade das atividades científicas e operacionais.

    Durante a permanência na estação, os tripulantes conduzem experimentos em ambiente de microgravidade, realizam manutenção dos sistemas da estrutura e testam tecnologias que podem ser usadas em futuras missões espaciais. A missão também faz parte do programa de transporte comercial da agência espacial americana, que utiliza a cápsula Dragon, da empresa SpaceX, para enviar astronautas à órbita terrestre.

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    Com informações da Agence France-Presse (AFP)

     

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