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As novidades da Nasa para a primeira base espacial na Lua

Rovers, módulos de pouso, veículos espaciais e algumas das missões destinadas à construção da Moon Base foram reveladas pela agência

Por Lorenzo Souza 27 Maio 2026, 19h17
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A Nasa anunciou na última terça-feira, 26, uma série de novidades com relação à Moon Base, primeira base lunar da humanidade que estará em outro corpo celestial, e que servirá como casa para os astronautas da missão Artemis IV — ainda sem data definida — e para futuras missões tripuladas ao satélite da Terra. A viagem da última missão do projeto Artemis pretende levar, após mais de 50 anos de espera, o homem de volta à Lua.

Os anúncios ocorreram durante uma coletiva de imprensa no Quartel-general da agência espacial, em Washington. Jared Isaacman, atual administrador da Nasa, destacou que “cada missão, com ou sem tripulação, será uma oportunidade de aprendizado no processo de voltar à superfície lunar, construir a infraestrutura para ficarmos e dominar as habilidades necessárias para viver e operar em um dos ambientes mais exigentes e perigosos possíveis”. Isaacman agradeceu ainda à “liderança do Presidente Trump”, ao comprometimento do Congresso americano, às indústrias e aos trabalhadores da Nasa. 

Homem de cabelo escuro e barba por fazer, vestindo terno preto e camisa branca com gravata cinza, pensativo, com a mão no queixo, olhando para a direita, em um ambiente com fundo azul e iluminação neon
Isaacman, administrador da Nasa, agradeceu a “liderança de Donald Trump” em seu discurso (Mandel Ngan/AFP)

A primeira missão a decolar é a Moon Base 1, prevista para a primavera (outono nos EUA) ainda deste ano. Por meio do aterrissador Blue Moon Mark 1 da Blue Origin — companhia de tecnologia espacial do bilionário Jeff Bezos — a Nasa vai levar à superfície lunar os primeiros carregamentos de máquinas necessárias para os trabalhos previstos na Moon Base. A missão irá aterrissar na Shackleton Connection Ridge, região mais elevada da superfície lunar.

Em seguida, a missão Moon Base 2, prevista para 2026, levará cerca de 500 quilos de carregamentos no módulo de aterrissagem Griffin, da Astrobotic. Por fim, a missão Moon Base 3, também prevista para este ano, levará cargas selecionadas através de seu programa PRISM (Payloads and Research and Research Investigation on the Surface of the Moon), que permite a investigação de características lunares específicas. 

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Segundo a agência, essas três primeiras missões são parte de “uma dezena” que ainda serão anunciadas, cada uma “pensada para criar dados operacionais e reduzir os riscos antes das missões tripuladas previstas da Artemis”. A Nasa repassou mais de 200 milhões de dólares à Astrolab e ao Lunar Outpost, empresas de tecnologia espacial, para que construam e entreguem as primeiras versões de veículos terrestres lunares (em inglês, Lunar Terrain Vehicles). Com essa tecnologia, a Nasa vai poder enviar à Lua meios de transporte para usos da tripulação e em situações não tripuladas. De acordo com a agência, “ter mobilidade na superfície cedo é fundamental para a criação de uma presença lunar duradoura”. 

Quatro modelos de veículos espaciais, incluindo rovers e módulos de pouso, exibidos sobre uma mesa escura, com a bandeira da NASA ao fundo
Da esquerda para a direita, o modelo do aterrissador Blue Origin Mark 1, o veículo lunar da Astrolab, o veículo lunar Pegasus da Lunar Outpost e o orbiter Firefly Elektra Dark (Mandel Ngan/AFP)

Dois veículos já foram anunciados pela Nasa durante a coletiva. Da Astrolab, o CLV-1 é um veículo lunar pensado para transportar astronautas, carregar suprimentos e dar suporte à operações remotas. A Lunar Outpost também apresentou à agência seu veículo, o Pegasus. Leve, ele pode funcionar por até um ano e pode ser operado de forma manual, autônoma ou à distância, chegando a 14 quilômetros por hora. 

Isaacman declarou ainda que o retorno do homem à Lua será “pela ciência, por tudo que podemos ganhar de um ponto de vista econômico e tecnológico, pelas inovações que farão a vida na Terra melhor e para nos prepararmos para onde inevitavelmente iremos depois”. 

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